quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O FACIN na prática com o Projeto GEO - Parte 4

No post anterior abordamos o detalhamento da visão Estratégia com a aplicação da dinâmica de Análise de Cenário utilizada na Oficina FACIN-ABEP, realizada pelo Serpro em parceria com a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP).

A dinâmica compreende as atividades de identificação do problema, modelagem, análise e construção dos cenários atual e proposto (solução do problema).
Na PRODEMGE o cenário utilizado foi a implantação de uma solução corporativa de geoprocessamento no Estado de Minas Gerais, aqui identificada apenas como Projeto GEO.
Nesta postagem abordaremos o detalhamento da visão Negócios do Projeto GEO utilizando o Framework de Arquitetura Corporativa para Interoperabilidade no Apoio à Governança (FACIN), conforme figura 1.


Figura 1: Detalhamento da visão Estratégia do Projeto GEO

Uma capacidade de negócio define o que a organização faz, sem tentar explicar como, por que ou onde é feito. Representa as habilidades funcionais e técnicas que uma empresa tem ao seu dispor para executar seu modelo de negócio.

A figura 2 ilustra o fragmento de um ponto de vista de “Negócios” do Projeto GEO, no qual são definidos os seguintes requisitos que devem ser atendidos para se manter uma plataforma única de GEO:
  •        Criar um ambiente integrado de dados geoespaciais
  •        Criar uma infraestrutura centralizada de dados geoespaciais
  •        Padronizar os serviços geoprocessados



 Figura 2: Produto da visão Negócios

O mapa acima destaca as estruturas que descrevem o produto a ser elaborado para fornecer o serviço de desenvolvimento e implantação de uma IDE (Infraestrutura de Dados Espaciais), agregando:

1) Geoserviços: qualquer atividade de suporte ao desenvolvimento e à manutenção de uma IDE, tais como, geocodificação, criação de camadas e desenvolvimento de novas funcionalidades ou novos serviços de geoprocessamento.

2) Geovisualizador: acesso visual aos mapas e às camadas de dados geográficos, sejam elas públicas ou privativas, de acordo com o perfil do usuário.

3) Integração: serviços que podem ser acessados, sem intervenção humana, por outras aplicações que fazem uso dos dados geográficos disponíveis da IDE.

A estrutura organizacional proposta na figura 3 foi projetada para a identificação, análise, ordenação e agrupamento das atividades e dos recursos visando ao alcance do objetivo estabelecido.


Figura 3: Estrutura organizacional

A visão Gestão do Conhecimento da figura 4 explora a capacidade de Gestão de Pessoas, atribuída ao recurso Metodologia de Avaliação de Capacidade de Pessoal, realizada pela Etapa Experiência dos Empregados, parte integrante do Modelo de Responsabilidade Organizacional.

O Relatório de necessidade de capacitação aponta o conhecimento exigido para que o funcionário possa lidar com a complexidade da demanda.

Para isso é preciso, dentre outros fatores, que a empresa forneça a estrutura de capacitação que subsidie a experiência adequada para que as pessoas executem corretamente suas atividades.



Figura 3: Visão Gestão do Conhecimento

O modelo proposto utiliza-se de dois componentes: elementos e relacionamentos, descritos na tabela 1. As cores dos elementos representam as camadas do ArchiMate e sua respectiva correspondência com o TOGAF.

 Tabela 1: Elementos e Relacionamentos de Capacidade da visão Estratégia


Fonte: ArchiMate 3.0 – Um Guia de Bolso

Acesse aqui o detalhamento completo da aplicação da dinâmica de Análise de Cenário, apresentada na Oficina ABEP-FACIN e utilizada pela PRODEMGE, para implantar uma solução corporativa de geoprocessamento no Estado de Minas Gerais, utilizando o FACIN.

No próximo artigo abordaremos o detalhamento da visão Aplicações do Projeto GEO utilizando o FACIN!


Autores: Ademilson Monteiro, Antonio Plais, Guttenberg Ferreira Passos, Leonardo Grandinetti Chaves e Sandro Laudares

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