quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Cidades Inteligentes: Um belo exemplo de sistemas

Estou participando, de 26 a 31 de outubro de 2015, da 30ª Reunião Plenária do ISO/IEC JTC 1 em Beijing, China. Durante esta reunião foi apresentado o relatório final do grupo de estudo sobre as Cidades Inteligentes (Smart Cities), grupo foi liderado pela China por um período de dois anos e que, na reunião plenária do ano passado, teve seu relatório considerado ainda incompleto e, como consequência, o grupo de estudo teve seu tempo de vida estendido até a plenária deste ano. A apresentação realizada por Yuan-Yuan, a líder deste grupo de estudo, terminou sob aplausos dos países presentes à reunião e isto foi bem significativo por ter sido a primeira vez que um trabalho recebeu aplausos durante a semana.

No relatório, um extenso trabalho de levantamento das diversas iniciativas sobre as cidades inteligentes foi apresentado, com uma visão consistente de necessidades de complemento deste trabalho com futuras normas que possam ser criadas sob o escopo de trabalho do JTC 1. Diversas áreas de conhecimento foram abordadas e têm propostas de continuidade para trabalhos futuros na área de cidades inteligentes:
  1. Framework de TI para as cidades inteligentes, que considera os trabalhos já em andamento de várias organizações que trabalham atualmente em cidades inteligentes como, por exemplo, a própria ISO (através do ISO/TC 268), IEC, ITU.
  2. Ontologia de alto nível para as cidades inteligentes, que identifica os padrões para serviços comuns e integrados e propõe a criação de um guia de orientação sobre os padrões existentes que já podem ser usados no desenvolvimento de capacidades comuns e/ou compartilhadas para as cidades inteligentes
  3. A identificação de documentação de melhores práticas para os líderes e profissionais envolvidos na gestão e governança de cidades inteligentes, incluindo o papel de TI na criação e disponibilização de serviços centrados aos cidadãos, a inclusão de serviços de localização a serviços já existentes, a garantia da continuidade dos serviços de TI no caso de eventos ambientais de grande impacto, elaboração de e manutenção de modelos espaciais interoperáveis incluindo recursos fixos e dinâmicos, as implicações da Governança de TI no tocante à entrega de serviços e dados público/privados/comunitários e reconhecimento da necessidade de se apoiar a adoção de tecnologias potencialmente disruptivas
  4. Elaboração de uma proposta para a criação de um trabalho sobre os indicadores de TI relativos às cidades inteligentes, de forma a poder determinar se os recursos estão sendo usados no lugar e no momento certos, integrados aos trabalhos do ISSO/TC 268 e outros
  5. Levantamento das necessidades de requisitos de segurança cibernética e privacidade com foco nas cidades inteligentes
  6. Levantamento da necessidade de se elaborar um guia sobre a gestão automatizada de riscos em sistemas e ambientes de alta complexidade e sua relevância na aplicação em cidades inteligentes
Ao final da apresentação do relatório, ficou claro que já existem diversas organizações que já estão trabalhando na produção de produtos e alguns serviços, mas que a complexidade da interação entre esses diversos sistemas e produtos exigem de todos um grande esforço para discutir quais são as melhores formas de interoperabilidade, integração, gestão e governança e, mais importante de tudo, como passar essa informação, complexa em si e mais complexa quando vista como conjunto, para os gestores das cidades inteligentes, de forma a habilitá-los a melhor gerir esses os resultados e o impacto que essas tecnologias tem na qualidade de vida dos cidadãos e na qualidade de serviços que podem ser oferecidos. Fiquei muito satisfeito em ver também que o aspecto de continuidade de serviços em casos de eventos ambientais também foi incluído.

Como consequência da conclusão deste relatório, com tantos itens de trabalho propostos, a criação de um Grupo de Trabalho (WG) para produzir o trabalho foi proposta e aprovada pelos países presentes à reunião. Também foi confirmada a continuidade do grupo de trabalho sobre Internet das Coisas e do grupo de trabalho sobre redes de sensores, que agora está expandindo sua atuação para a criação de padrões sobre sensores submarinos.


Como sempre, fica o alerta aos leitores do blog que temos ampla possibilidade de participar ativamente e ser influenciadores nos trabalhos futuros dessas áreas no âmbito do JTC 1, através de uma participação estruturada na Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Artigo escrito por Fernando Gebara, que está em viagem.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

João Pessoa é apontada como a segunda capital mais transparente do Nordeste e a nona do país


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A cidade de João Pessoa conseguiu destaque em mais um levantamento nacional sobre transparência pública nos municípios. De acordo com o ranking estabelecido pelo projeto Cidade Transparente, de São Paulo, a capital paraibana é a segunda capital mais transparente em toda a região Nordeste, além de ocupar a nona colocação entre as 26 capitais brasileiras e o Distrito Federal.
O resultado aparece um dia após a divulgação de estudo feito pela agência classificadora de risco Austin Ratings, onde João Pessoa aparece como a segunda cidade brasileira com melhor execução orçamentária, entre os 5.565 municípios brasileiros.
Entre os motivos que levaram ao resultado está a transparência da gestão na execução orçamentária e aplicação em obras públicas. Só em 2015, estão sendo aplicados pela gestão municipal um total de 167 milhões em obras já entregues, como as creches, Unidades de Saúde, Academias de Saúde, a Praça da Juventude, Praça da Independência e milhares de unidades habitacionais.

Além disso, ainda há investimentos em fase de conclusão. É o caso do novo Parque Solon de Lucena, da calçadinha da Orla, da UPA de Cruz das Armas, as pontes da Beira Rio e cinco novas escolas em tempo integral.
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“Ficamos muito felizes com estes resultados e percebemos que eles estão diretamente ligados”, destacou o prefeito Luciano Cartaxo. “Nosso orçamento sempre foi trabalhado de forma planejada e transparente, o que permitiu a continuidade de obras em benefício do povo até mesmo em um período de crise. Quando unimos uma gestão equilibrada e a participação da população, o resultado é muito positivo”, complementou.
Para fazer a pesquisa sobre transparência, as organizações coletaram dados para responder a 129 questões-chave sobre os dados disponibilizados, a qualidade dos canais de informação e o funcionamento dos mecanismos de participação social, como audiências públicas e os conselhos de saúde e educação. A nota foi atribuída de acordo com as respostas.
João Pessoa recebeu pontuação 47,94, atingindo a faixa de avaliação de cidades como Cuiabá, Recife, Brasília, Belo Horizonte e Rio Branco. As pontuações mais altas foram obtidas por Vitória, Curitiba, São Paulo e Porto Alegre. Outras 17 capitais acabaram recebendo notas apontadas pelos pesquisadores como de nível baixo.
O projeto – O “Cidade Transparente” é uma iniciativa do Instituto Ethos e da Amarribo Brasil, em conjunto com outras doze entidades destinadas à avaliação da gestão pública. A análise também contou com a consultoria da OXY Pesquisa para refinamento do instrumento de pesquisa, coleta, sistematização e análise de dados, além da produção de manual metodológico.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Como Arquitetura Corporativa pode apoiar a implantação de Transparência Organizacional

Como Arquitetura Corporativa pode apoiar a implantação de Transparência Organizacional
A Arquitetura TOGAF no apoio a implantação de Transparência – Fase D



No artigo anterior eu discuti o desenvolvimento da Fase C tendo como objetivo a implantação de transparência organizacional. 

O desenvolvimento das Fases B, C e D, acontecem a partir da Fase A do TOGAF, onde todos devem ter uma ideia comum e compartilhada da expectativa de como realizar o trabalho e do resultado esperado. O objetivo é construir os modelos necessários para entender os conceitos e como a organização funciona (chamada arquitetura de linha de base) e o que deve melhorar e se quer alterar/evoluir (chamada arquitetura alvo). 

Repetindo pela última vez o último artigo, na analogia com a construção de uma casa, imagina que agora é necessário criar os modelos que representem diversos aspectos da sua construção.


É assim também com transparência! Transparência não está somente na arquitetura de dados (uma informação que deve ser transparente), mas também nos processos de negócio, na visão estratégica, nos sistemas de informação, nas tecnologias utilizadas e na infraestrutura que suporta tudo isso. Quando se constrói e analisa cada modelo desses que é criado, transparência converte-se em um requisito desta análise. 

Só um lembrete: Quando falamos que a partir da fase A, desenvolvemos as fases B, C e D, isso não quer dizer que serão sempre construídos modelos das três fases (alguns chamam de domínio). Exemplo: Um conjunto de informações não será trabalhado em nenhum sistema nesse momento, somente ficará armazenado no banco de dados (pensar em sistema está previsto em uma rodada futura). Então não faz sentido pensar na fase D para esse conjunto de informações. Dependendo do objetivo da rodada, não será nem trabalhado na fase C. Por isso a fase A é tão importante: Ela estabelece o que será trabalhado, e em que nível. Equaliza expectativas!


Então vamos ao que interessa: Hoje eu vou falar sobre a fase D. Arquitetura de Tecnologia.



As perguntas, de uma forma geral, estão agora relacionadas à: Qual a infraestrutura atual de software, hardware e comunicações e como essa infraestrutura dá apoio ao uso de sistemas e dados? Qual é visão de futuro para evoluir este apoio e identificar os gaps existentes?

Esta fase envolve a construção das arquiteturas de tecnologia de software e hardware e comunicação entre si e com a arquitetura de Sistemas de Informação de linha de base (atual / as-is) e alvo (futura / to-be). E a partir daí são analisadas as diferenças (gap analysis).

Um dos modelos de uma Arquitetura de Tecnologia trata dos modelos de servidores.

Lá naquele nosso exemplo do artigo anterior, os processos X, Y e Z foram selecionados dentro do escopo da rodada de arquitetura na fase A. Na fase A, foram definidos os processos e foram definidos os requisitos de transparência que são relevantes, necessários ou mandatórios para o escopo definido.

No exemplo as características de transparência selecionadas foram: Publicidade, Portabilidade, Clareza e Rastreabilidade.

Na fase C, foram modelados os dados manipulados pelos processos X, Y e Z e também os sistemas de aplicação que são utilizados na sua execução. 

Agora na fase D, vamos identificar e modelar os servidores que são responsáveis por armazenar e prover acesso a esses dados e sistemas. Esse é meu ponto de partida. Então quero olhar para o futuro e definir como deveria ser dado um horizonte de 12 meses. 

Publicidade

Uma das ações necessárias para implantar essa característica de transparência é se certificar que os servidores sejam estáveis e estejam operando 24x7 de forma consistente, segura e com baixo tempo de resposta. É necessário conhecer e modelar a infraestrutura de software em termos dos servidores de aplicação e de gestão de dados e sua relação com cada dado e cada processo que dá suporte e relacioná-la com os elementos da infraestrutura de hardware e física como computadores do tipo servidor, redes de comunicação, infraestrutura de data center, etc.

Atualmente os servidores de software e hardware atendem a demanda, porém não existe um modelo que relacione e mantenha o conhecimento sobre essa relação e nem o conhecimento da curva de crescimento do uso destes servidores baseado no uso dos sistemas.

Portabilidade

Uma das ações necessárias diz respeito a permitir o acesso às informações em diferentes formatos. Então é preciso definir onde cada dado, para cada tipo de formato, estará sendo armazenado e como pode ser acessado. Além disso, os sistemas de aplicações devem poder ser acessados de diferentes navegadores de diferentes sistemas operacionais.

Atualmente muitos sistemas do governo não suportam navegadores diferentes do Internet Explorer. Eu já liguei para perguntar.

Clareza

Uma das ações necessárias está relacionada a definir formas de apresentação da informação que sejam adequadas a cada público que a irá consumir. Da mesma forma é necessário definir onde cada informação estará sendo armazenada, para cada tipo de formato de escrita em que será apresentada, e como pode ser acessada. O usuário final, o cidadão, percebe isso, mas quando se projeta um sistema ou se recebe a solicitação sobre uma informação e se conhece o público para o qual essa informação vai ser veiculada, saber quais formatos existem, onde estão disponibilizados e como é acessá-los, é uma mão na roda, para não dizer que poupa alguns dias do projeto de desenvolvimento de soluções! E isso sim impacta na vida do cidadão! Quem desenvolve software sabe o quanto a busca (em algumas situações eu diria que parece mais uma garimpagem) por informações é uma atividade que tende a causar um grande estrago no cronograma do projeto.

Mas hoje, em várias situações até são estabelecidas linguagens diferentes para apresentar um mesmo assunto, mas não existe uma gerência transparente e sistemática sobre essas ações nem sobre onde essas informações estão armazenadas e por quais sistemas elas são utilizadas.

Rastreabilidade

Uma ação importante é identificar por onde os dados estão trafegando entre tecnologias de software e hardware. Uma ação importante é manter modelos que fazem o log da vida dos dados e processos e por onde passaram, quem manipulou e quando. 

Além disso, e mantendo o foco na arquitetura de tecnologia, é necessário manter o rastreamento de uso das soluções de software e hardware.

Acredito que hoje seja improvável saber quais sistemas são mais utilizados por uma empresa (imagina por uma empresa do tamanho do Governo?), quais servidores são mais utilizados e a taxa de uso. Como então prever evoluções dessa infraestrutura? Fica tudo sendo feito através de análises parciais ou até mesmo no “achismo”.

Estas situações representam uma visão bastante simplificada, mas reparem como modelos às vezes considerado simples já nos permitem ter conhecimento e transparência sobre os problemas, acertos e oportunidades? 

Formalizar e sistematizar essa organização permite não só implantar transparência, mas desenvolver a arquitetura corporativa da sua organização.

Terminada a modelagem e análise de gap, nos próximos artigos vou falar sobre as fases E, F, G e H que tratam da implantação de melhorias, governança e gestão da mudança.



terça-feira, 20 de outubro de 2015

Governo cria exigências de transparência para estatais federais

Governo cria exigências de transparência para estatais federais

As empresas estatais federais deverão divulgar na internet, com acesso fácil, as demonstrações financeiras anuais por cinco anos. Além disso, as companhias terão de adotar planos anuais de trabalho para os conselhos fiscais e submeter os balanços a auditorias independentes. As obrigações constam de três resoluções publicadas  do dia 7/10/2015, no Diário Oficial da União com medidas para aumentar a transparência e a governança das estatais federais.

Aprovadas pela Comissão Interministerial de Governança e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), em reunião no último dia 29. Presidida pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, a comissão também é composta pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e pelo ministro-chefe da Casa Civil, cargo ainda ocupado por Aloizio Mercadante na data da reunião.


A primeira resolução determina que as empresas em que a União detenha, direta ou indiretamente, a maior parte do capital social com direito a voto publiquem uma série de informações nas páginas oficiais na internet.


Além de demonstrações financeiras anuais, elas terão de divulgar, também com acesso fácil e organizado, dados como estatuto social, código de ética, lei de criação, composição do capital social, integrantes da diretoria e dos conselhos de Administração e Fiscal. Caso sejam modificadas, as informações terão de ser atualizadas imediatamente.


As estatais terão ainda de manter um canal permanente de atendimento com a sociedade. As empresas deverão constituir comitês para receber sugestões, reclamações e elogios de investidores, clientes, fornecedores, usuários e empregados. As empresas deverão dar retorno às demandas, informando as providências adotadas para resolver os problemas.


A segunda resolução estabelece que todas as estatais federais deverão submeter as demonstrações financeiras anuais à auditoria de empresas independentes. A terceira resolução obriga as empresas a estabelecer um plano anual de trabalho pelos conselhos fiscais, que se encarregarão de monitorar o cumprimento das resoluções e farão uma autoavaliação anual do trabalho de fiscalização.


Em relação à publicação de informações pela internet e à constituição dos canais de atendimento, as estatais federais terão até 180 dias para implementar as determinações. Para a auditoria independente, o prazo sobe para um ano. Além dos conselhos fiscais das estatais, a Controladoria-Geral da União fiscalizará o cumprimento das obrigações.


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Gestão Pública: Observatório do Desenvolvimento Regional


O Observatório do Desenvolvimento Regional (ODR) é uma das principais plataformas de discussão usada pelo Ministério da Integração Nacional para obter informações e diagnósticos a respeito do desenvolvimento regional no País. A ferramenta realiza o cruzamento de dados, com vista na comparação da performance entre países e seus progressos no decorrer do tempo.
O cruzamento de dados é feito por meio de indicadores sintéticos, que expressam aspectos (sociais, econômicos, ambientais, competitivos, entre outros), dando condições de visualização da situação, trajetória e grau de desigualdade das microrregiões brasileiras. Por exemplo, pode-se criar um perfil de população que precisa de um hospital, pois a mortalidade infantil está alta naquela região ou criar perfis de pessoas propensas a cometer crime de homicídio. A partir disso, é possível mensurar e planejar novas ações de desenvolvimento regional.
Os resultados já são utilizados pelo Ministério da Integração Nacional, sobretudo no âmbito da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR-MI), que trabalha os dados obtidos no ODR para direcionar as ações do Programa Rotas da Integração Nacional. Por meio dessas informações, a equipe técnica do MI tem ampliado os campos de atuação e investido cada vez mais para a redução das desigualdades regionais.

O ODR é um sistema de acesso público que reúne informações georreferenciadas fornecidas por órgãos e institutos de pesquisas do governo federal. Foi desenvolvido com o objetivo de aprimorar a avaliação, o monitoramento e a gestão da Política Nacional do Desenvolvimento Regional (PNDR).
Além de informações atualizadas dos programas executados no âmbito do governo, o ODR traz dados e análises comparativas, tendo como base o território em múltiplas escalas geográficas.
Este sistema é um excelente exemplo de como os dados geográficos são importantes para gestão, tanto pública, quanto privada. A representação de dados através de mapas e gráficos traz uma nova visão sobre os fenômenos e amplia a capacidade de gestão e tomada de decisão.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Garantia e segurança para dados em XBRL

O aspecto da garantia e segurança dos dados publicados com XBRL foi abordado na Conferência Internacional XBRL de 2014. Com mais e mais países adotando a obrigatoriedade de entrega de relatórios baseados em XBRL, esta questão da segurança vem a tona, e foi tratada em duas sessões da Conferência.

Um representante da Holanda informou que aquele país está embarcando em um novo mecanismo que associa as declarações financeiras auditadas e preparadas com XBRL aos auditores correspondentes através de assinaturas digitais.

Cabe notar que a legislação holandesa não requer que as companhias tenham certificados digitais para assinaturas digitais, apenas os contadores e auditores precisam dispor destes certificados.

No caso do Brasil, cada órgão pode estabelecer ou não a obrigatoriedade da entrega de informações com assinatura digital. Caso desejem utilizar a assinatura, precisam seguir a padronização estabelecida pela ePING, conforme consta na seção 2.1 Segurança: Políticas Técnicas. Nesta seção do documento é explicitado o uso de certificados digitais de acordo com as normativas da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Publicada no DOU a portaria que aprova o Plano de Implantação dos Procedimentos Contábeis Patrimoniais - PIPCP


No dia 29/9/2015, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria STN nº 548, de 24 de setembro de 2015, que trata da aprovação do Plano de Implantação dos Procedimentos Contábeis Patrimoniais – PIPCP.
O PIPCP é anexo à Portaria STN 548/2015 e lista os procedimentos patrimoniais a serem observados para a consolidação das contas públicas nacionais sob a mesma base conceitual, onde são apresentadas considerações acerca da descrição do procedimento, as fontes normativas e os passos necessários para a respectiva implantação de maneira simplificada.
O referido PIPCP estabelece os prazos-limites obrigatórios relativos à implantação dos Procedimentos Contábeis Patrimoniais na União, nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios, e se constitui em importante boa prática na continuidade do processo de convergência da contabilidade aplicada ao setor público aos padrões internacionais.
A implantação dos pocedimentos contábeis patrimoniais visa ao alinhamento das estratégias do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e da STN, de forma  a propiciar um trabalho conjunto de revisão das NBC TSP, para que as mesmas sigam no rumo da convergência aos padrões internacionais, cuja principal fonte são as IPSAS – editadas pelo IPSASB/IFAC, e do próprio MCASP.
Nesse mister, o Siconfi desempenha um papel fundamental no sentido de assegurar a consistência da informação contábil utilizada para elaborar o Balanço do Setor Público Nacional (BSPN).
À medida em que se concretizem os trabalhos de revisão das NBC TSP e do MCASP, bem como se verifiquem o atendimento dos prazos finais para implantação dos PCP, serão inseridas no Siconfi as equações de validação para efeito de assegurar que os procedimentos foram implantados de fato.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Geoprocessamento do Ministério do Meio Ambiente

Geoprocessamento é um instrumental tecnológico fundamental para o conhecimento da realidade e definição de ações. O Ministério do Meio Ambiente utiliza essa tecnologia nos estudos técnicos que desenvolve, procurando estar sempre atualizado em relação aos avanços científicos nas áreas de obtenção, processamento e difusão de dados espaciais.
Tendo como parâmetro para o desenvolvimento de sistemas o uso de programas de computador livres, o MMA procura utilizar sempre alternativas de qualidade, criando produtos que possibilitem aos usuários explorarem a base de dados geográficos disponível. Conheça os de maior destaque.


Para permitir que as pessoas utilizem a tecnologia de geoprocessamento acessando o conjunto de dados disponíveis no MMA e em outras instituições, desenvolvemos uma aplicação denominada mapa interativo. Esse produto não exige nenhuma instalação adicional de programas no computador do usuário, bastanto um navegador para internet e uma conexão com essa rede. A tecnologia utilizada nesse mapa é totalmente baseada em softwares livres e em padrões de interoperabilidade adotados pelo governo.
Na internet existem vários sítios que demonstram o uso de tecnologias livres em geoprocessamento. Um panorama dos programas livres existentes nessa área é apresentado em uma tabela que resume as características dos principais softwares.