sexta-feira, 31 de julho de 2015

Como Arquitetura Corporativa pode apoiar a implantação de Transparência Organizacional A Arquitetura TOGAF no apoio a implantação de Transparência – Fase A

No artigo passado eu comecei uma discussão sobre como o framework de arquitetura TOGAF pode apoiar a implantação de transparência e falei da primeira fase: a Preliminar.


Hoje eu vou falar sobre a fase A. Visão da Arquitetura.





A segunda pergunta é: O que vamos fazer? Por quê? Com quem? Quando? Onde? Todo mundo está de acordo? 



Há uma série de questões que precisam ser resolvidas como: O escopo do trabalho (quais informações, órgãos, objetivo estratégicos, etc estão envolvidos); as restrições ao projeto; expectativas de todos os envolvidos; metas; organização e divisão do trabalho; riscos ao projeto; projetos diretamente ligados que já estão em andamento;

Essa fase inicia uma iteração do ciclo de desenvolvimento da arquitetura. Repetindo-me: Não vamos fazer arquitetura da organização inteira de uma vez só. Ela é feita por partes e, portanto, a cada “rodada” da arquitetura (será que é por isso que o Open Group representa o TOGAF como uma roda?) é definido um plano do projeto que será realizado naquela iteração.

Da mesma forma, a estratégia de implantação de transparência significa que, assim como com o TOGAF, não é possível implantar transparência em tudo de uma só vez. É necessário definir um escopo fechado e na próxima rodada de arquitetura definir outro escopo e assim por diante. Esse escopo deve estar em consonância com o escopo da arquitetura corporativa que está sendo definido neste momento. Envolve definir quais serviços, ou informações, ou áreas da empresa vão ser abrangidas naquele momento e em que extensão.

O Open Group apresenta uma figura que ilustra bem essa questão do particionamento da Arquitetura. Existem dois eixos importantes que devem ser considerados ao longo de um período de tempo: 

  • Primeiro o eixo do nível (Level): Nele o grupo de Arquitetura define a abrangência da iteração. São definidos os segmentos, processos, serviços, órgãos, áreas, conjunto de informações e outras partes da empresa que serão trabalhados na rodada.
  • O segundo eixo é a profundidade ou extensão (Breadth): Nele o grupo de Arquitetura define o nível de detalhe de cada tipo de informação e quais domínios de arquitetura serão atendidos (Negócio, Dados, Aplicativos, Tecnologia).



Exemplo: Na iniciativa de modelagem de processos, o Escritório de Processos, junto com o Arquiteto vai definir que neste momento, para a área da empresa que vai fazer parte da rodada serão modelados os processos X, Y e Z (level) para uma determinada área da organização e serão modeladas somente determinadas informações (breadth) como fluxo de atividades, entradas, saídas, sistemas utilizados e riscos associados. 

É assim também com transparência: Na fase A, dentro do escopo que está sendo definido, deve-se identificar que aspectos de transparência são importantes para definir quais informações são necessárias representar nos modelos arquiteturais.

O Modelo de Maturidade em Transparência Organizacional ajuda na identificação dos requisitos de dados que os modelos arquiteturais devem conter para que as suas operacionalizações sejam realizadas através de ações, sistemas, metodologias, etc.

Seguindo o exemplo anterior da modelagem de processos, o grupo de Arquitetura pode identificar as seguintes características de transparência importantes de serem operacionalizadas: Publicidades, Portabilidade, Clareza e Rastreabilidade.


  • Publicidade: Será necessário estabelecer o grau de sigilo das informações para que depois os sistemas, processos de solicitação de informação (SIC ?), etc sejam capazes de, adequadamente, disponibilizar as informações respeitando as leis de sigilo. Então para cada informação ou documento manipulado nos processos X, Y e Z é necessário que o modelos arquiteturais registrem o grau de sigilo da informação. É necessário também: existir um modelo que define os graus de sigilo de informação existentes e os tipos de locais (web, telefone, impressa, etc) onde cada informação pode ser veiculada (se houver alguma regra). Os processos e informações podem também ter graus de sigilo diferentes de acordo com o tipo de solicitante.

  • Portabilidade: Uma das ações necessárias diz respeito a permitir o acesso às informações em diferentes formatos (sendo pelo menos um aberto). Então para cada informação é necessário associar a ela os formatos em que será disponibilizada.
  • Clareza: Uma das ações necessárias está relacionada a definir normais de apresentação da informação que sejam adequadas a cada público que a irá consumir. Então é necessário levar isso em consideração quando se for pensar nos modelos arquiteturais e em como as informações serão escritas, representas e relacionadas entre si. Pode, inclusive, ser necessário representar a informação de mais uma forma. Pense em informações de cunho jurídico: Dependendo do público que as irá consumir, será necessário representar as mesmas em formatos distintos para se torne claro e todos possam entender. Se na rodada de arquitetura o escopo do projeto envolve trabalhar com este tipo de processo e informação, para implantar transparência é necessário pensar nessa característica.
  • Rastreabilidade: Uma ação importante é identificar a fonte e o responsável pelas informações e processos. Se no escopo da rodada de arquitetura está previsto modelar os processos X, Y e Z então é necessário somente verificar se na modelagem, os responsáveis pelas atividades e gestores dos processos estão previstos na modelagem. Se já estiver, você já está fazendo transparência! Check! 

No próximo artigo vou falar sobre as fases B, C e B que envolvem desenvolver os modelos arquiteturais baseado no escopo, premissas, restrições e acordos realizados na fase A. 


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Arquitetura Corporativa e a Metodologia de Redesenho de Serviços Públicos da EloGroup

No artigo anterior vimos como o Modelo de Conteúdo, sugerido a partir desse artigo, se relaciona com o Relatório de Levantamento de Governança de TI na Administração Pública, emitido pelo TCU em 2014. Hoje estudaremos os relacionamentos entre o mesmo Modelo e a Metodologia de Redesenho de Serviços Públicos, uma metodologia desenvolvida pela EloGroup.

Essa metodologia foi apresentada durante uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) Padrões BPM, vinculado ao Segmento Áreas de Integração para Governo Eletrônico da ePing. Você poderá ter acesso ao vídeo da apresentação aqui

O eixo central da metodologia se baseia no BPM (Gestão de Processos de Negócios) por, segundo a visão da EloGroup, melhor representar a realidade das organizações no nível da execução de suas atividades para a entrega de seus serviços.

A metodologia utiliza um framework composto por cinco etapas, representados na figura abaixo.



Uma arquitetura corporativa eficaz deve suportar a organização apresentando a situação atual dos negócios e da TI, assim como o estado desejado para o futuro. O uso do Modelo de Conteúdo de Arquitetura Corporativa permite a construção de ambas as visões.
Assim, o Modelo de Conteúdo, em todos os seus Blocos, é aderente tanto ao levantamento de 'Visão de Futuro' quanto à etapa de 'Imersão' previstas no framework da EloGroup.

Para as demais fases de 'Redesenho', 'Desenvolvimento' e 'Escala”, o Modelo apoia e facilita a análise de relacionamentos entre Estratégia, Projetos, Serviços de Negócios e seus componentes: Processos, Competências, Infraestruturas Físicas e de TI e levantamento de riscos e conformidade a normas internas e legislação externa. Essa facilidade agiliza a implementação dos novos serviços racionalizando as ações e reduzindo os custos envolvidos.

Não deixe de ler o artigo de Guttenberg Passos que trata da Metodologia de Redesenho de Serviços Públicos e seus relacionamentos aos preceitos da governança corporativa.

terça-feira, 28 de julho de 2015

IFRS Foundation considera relatórios digitais em padrão XBRL


A IFRS Foundation, responsável pela gestão e supervisão do International Accounting Standards Board (IASB), desenvolveu um guia para ajudar reguladores do mercado em todo o mundo adotar o IFRS Taxonomia para o arquivamento eletrônico das Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) demonstrações financeiras.

O guia é parte do maior foco da Fundação IFRS e do IASB sobre a comunicação digital e em ajudar os reguladores e bolsas de valores que requerem entidades para fazer suas demonstrações contábeis para fins gerais disponível em formato digital estruturada. Ela foi apresentada em uma oficina em Tóquio, Japão, para os reguladores de toda a Ásia.


O objetivo deste guia é ajudar os reguladores e outras organizações desenvolvimento e implementação de requisitos de arquivamento eletrônico estruturados para utilizar o IFRS Taxonomia. Ele fornece uma introdução ao IFRS Taxonomia, detalhes sobre como ele pode ser usado dentro de um sistema de arquivamento e exemplos de melhores práticas.


Hans Hoogervorst, o IASB presidente, comentou:


    "Há uma tendência crescente para a utilização da tecnologia para tornar a informação financeira mais acessíveis aos investidores. Estamos trabalhando em estreita colaboração com os reguladores que estão desenvolvendo plataformas eletrônicas de relatórios para relatórios financeiros IFRS, a fim de lhes desenvolver as melhores práticas."


A fim de permitir o preenchimento eletrônico, o IASB considera agora relatórios digital e o IFRS Taxonomia durante todo o processo de normalização, em vez de no final do desenvolvimento de um padrão.


A Fundação IFRS também embarcou em um projeto para mapear os requisitos de arquivamento atuais para demonstrações financeiras em IFRS em todo o mundo e para coletar dados sobre a utilização de arquivamento eletrônico eo IFRS Taxonomia. Isto irá resultar em perfis que está sendo publicado no site da Fundação IFRS.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Laboratórios de inovação

No último mês a Assessoria Especial para a Modernização da Gestão (MP/ASEGE) esteve presente no LabWorks 2015, evento realizado em Londres e que reuniu representantes de laboratórios de inovação do setor público espalhados pelo mundo.

Organizado pelo Nesta (uma instituição que busca ajudar as pessoas e organizações por meio de ideias inovadoras), a conferência abriu espaço para compartilhamento de ferramentas, aprendizado de novas habilidades, demonstrações do pensamento e das ações executadas e construção de uma base para a futura colaboração.

Embora tenham denominações distintas e usem métodos e instrumentos diversos, laboratórios de inovação partilham um compromisso comum de adoção de abordagem experimental, testando repetidamente novos caminhos em busca de soluções escaláveis.





O momento atual é de balanço dos resultados alcançados, para responder a perguntas como, por exemplo:

- Quais as evidências disponíveis do sucesso dos laboratórios de inovação?
- O que sabemos a respeito de seu funcionamento?
- Como podemos repetir suas histórias de sucesso em larga escala e em contextos diferentes dos originais?

O foco principal do LabWorks era, em última análise, uma abordagem prática, e parte do que foi discutido em Londres você pode encontrar clicando aqui.

No ambiente Vimeo há outras palestras que também fizeram parte do evento (basta dar uma navegada). Nessa que escolhi para ilustrar nosso post, marquei como interessantes dois pontos principais:

- a afirmação de que nunca devemos nos esquecer de que trabalhar com inovação pressupõe riscos e a convivência com erros;
- o valor que a intuição tem em todo o processo.

Por coincidência (será mesmo?), neste fim de semana vários exemplos desses tópicos caíram em minhas mãos (Eistein, Stradnitz e McCartney que sonharam, respectivamente, com a Teoria da Relatividade, com a estrutura do benzeno e com a canção "Yesterday", Fourrier que intuiu suas transformadas matemáticas ao observar um bosque mal iluminado e Edison, que afirmou não ter falhado nas tentativas infrutíferas de descobrir a lâmpada - mas ter achado 10.000 formas de ter certeza de que ela não funcionaria).

O vídeo é curto - dura pouco mais de meia hora -, e é um ótimo debate a respeito do papel da arte e da ciência no desenho de soluções públicas.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Alinhamento das ações aos pilares da Governança Corporativa – Parte 10

No post anterior abordamos o Guia de Comitê de TI do SISP uma ação de grande porte voltada para a melhoria da gestão e governança nas organizações públicas e seus relacionamentos aos preceitos da governança corporativa.

O modelo dos Princípios para Boa Governança Pública, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Governança Pública – IBGP, visa incentivar a melhor prestação de serviços e melhoria na prestação de contas, estabelecendo um ponto de referência para os aspectos de boa governança a ser aplicado a todas as entidades que compõem o setor público.

Embora a maioria dos códigos de governança se concentre em oferecer boas práticas de governança em um nível organizacional, os fundamentos da boa governança permanecem os mesmos, tanto para uma entidade individual quanto para sistema de entrega de recursos / serviços do qual a entidade individual faz parte.

Para os setores públicos e privados, os frameworks baseados em Princípios são caracteristicamente vistos como mais flexíveis e menos rigorosos do que os frameworks baseados em Regras, permitindo assim mais espaço para personalização em organizações particulares e outras circunstâncias (Public Sector Governance in Australia, 2012).

Referencial Básico de Governança do TCU e o Código das Melhores práticas de Governança Corporativa do IBGC também abordam Princípios (figura 01) em seus frameworks.

Figura 01 – Princípios abordados nos frameworks do IBGP, TCU e IBGC

Na visão do IBGP “Governar por Regras”, a partir de uma perspectiva de governança, significa que uma organização pública tem o objetivo de moldar as atividades de outra, as vezes sem considerar a complexidade e variedade de arquiteturas de governança, ou, seus níveis de maturidade e aspectos culturais históricos. 

“Governar por Princípios” com foco em propósitos, metas e resultados dá autonomia e responsabilidade ao corpo governante das organizações e maximiza os recursos existentes para obtenção de melhores serviços públicos para os cidadãos.

Os princípios elencados nos frameworks acima podem ser relacionados uns aos outros formando uma rede, como ilustrado na figura 02. 

Figura 02 – Relacionamentos dos Princípios nos frameworks do IBGP, TCU e IBGC

Os Princípios para Boa Governança Pública estão em consonância com o segmento Áreas de Integração para o Governo Eletrônico da ePING, que estabelece a padronização de especificações técnicas para sustentar o intercâmbio de informações em áreas transversais da atuação governamental, de forma a buscar a interoperabilidade de serviços de Governo Eletrônico Brasileiro.

Para mapear a convergência das ações aos pilares da governança corporativa foi desenvolvido um modelo em rede, baseado no diagrama da figura 03, constituído de dois componentes: elementos e conexões.
Figura 03 – Diagrama da rede de Ações e Princípios para boa Governança

Os elementos são conceituados de acordo com sua especificidade e são relacionados a outros elementos por intermédio de conexões.

As conexões são estabelecidas de acordo com o elo de ligação entre os elementos identificados nas ações objeto dessa avaliação.

O modelo de alinhamento das ações de governança pode ser acessado em: 

Elementos e conexões da Ação Princípios para Boa Governança Pública:
  • 1 - Compromisso com valores éticos em prol da sustentabilidade social e ambiental;
  • 2 - Transparência dos atos, ações e decisões praticadas;
  • 3 - Promoção do propósito e da noção de serviço Público;
  • 4 - Institucionalização das estruturas, papeis e direitos decisórios das organizações públicas;
  • 5 - Envolvimento das partes interessadas no planejamento estratégico das organizações públicas;
  • 6 - Gestão de riscos e de desempenho organizacionais para garantia da melhor entrega de serviços públicos;
  • 7 - Ação organizacional com foco na otimização do dispêndio de recursos públicos;
  • 8 - Atendimento às necessidades das partes interessadas de modo efetivo e sustentável;
  • 9 - Desenvolvimento humano para a boa governança com foco na entrega de valor público;
  • 10 - Eficácia dos controles e independência das verificações realizadas nas organizações públicas.

Figura 04 – Mapa da rede dos Princípios para Boa Governança Pública - IBGP


As conexões desses Princípios podem ser exploradas nos artigos do Modelo de Alinhamento das ações aos pilares da Governança Corporativa, divididos em dez partes e publicados no Blog Comunidade Áreas de Integração:
O Mapa do Alinhamento das Ações à Governança Corporativa destaca a interoperabilidade, que pode ser entendida como uma característica que se refere à capacidade de diversas organizações trabalharem em conjunto de modo a garantir que pessoas, organizações e sistemas computacionais interajam para trocar informações de maneira eficaz e eficiente.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Uso de XBRL é reconhecido como uma "Melhor Prática Europeia"

A organização XBRL International divulgou recentemente uma notícia interessante que trata do padrão para troca de informações financeiras e contábeis, o XBRL (Extensible Business Report Language).

Trata-se de um reconhecimento feito pelo Instituto Europeu de Administração Pública, que classificou a elaboração de relatórios padronizados de negócios (fazendo uso de XBRL) como uma "Melhor Prática Europeia".

O Instituto é uma organização criada para prover recursos e auxílio para os representantes dos Estados membros da União Europeia.

Os projetos reconhecidos pelo Instituto recebem destaque por encontrar novos métodos para lidar com diferentes problemas em relação a importantes desafios sociais (como assistência social, saúde, desemprego juvenil, imigração, desenvolvimento regional e desenvolvimento de negócios) pelo uso de modelos de parceria e cooperação, com resultados convincentes e impacto para uma sociedade melhor.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Como Arquitetura Corporativa pode apoiar a implantação de Transparência Organizacional

Como Arquitetura Corporativa pode apoiar a implantação de Transparência Organizacional

A Arquitetura TOGAF no apoio a implantação de Transparência



Desde o início venho falando que quando se pensa em implementar ações para construção, gestão e governança da Arquitetura Corporativa de uma empresa podemos implementar transparência.

Repetindo o que disse no segundo artigo: Quando pensamos em transparência, devemos pensar em organização e relacionamento de informações antes de qualquer coisa, porque não temos como tornar transparentes informações que estão uma bagunça onde nada se conecta com nada. Isso seria sim um trabalho insano!!! Eu diria até, impossível!!!

Então, também relembrando este simpático Senhor, John Zachman, ele define Arquitetura Corporativa como “o conjunto de modelos necessários para representar uma organização”.

Mas “fazer” arquitetura corporativa requer estabelecer mecanismos para elaborar, manter e gerir estes modelos de forma sistemática. Por esta razão alguns frameworks foram propostos neste sentido. Vou falar especificamente de um deles: O framework TOGAF. Este é um framework bastante robusto e, tão importante quanto, discutido e atualizado constantemente.

O TOGAF (The Open Group Architecture Framework) é um framework que provê métodos e práticas para apoiar a criar, manter, usar, gerir e evoluir a arquitetura corporativa de uma empresa. Este framework é desenvolvido e mantido pelo Fórum de Arquitetura do The Open Group, e sua primeira versão data de 1995. Hoje o TOGAF está na versão 9.1. O Open Group é uma instituição sem fins lucrativos que atua como um consórcio global (que conta com mais de 400 organizações membro) no desenvolvimento de diversos padrões de TI abertos.

Então, falando do TOGAF, ele é composto por seis partes. Vou focar na sua parte central que é o Método de Desenvolvimento de Arquitetura (ADM) representado na figura abaixo. O ADM estabelece uma metodologia para o desenvolvimento e manutenção de uma Arquitetura Corporativa. Ele oferece uma série de orientações e técnicas organizadas em cada uma das etapas propostas na figura abaixo.


Hoje eu vou falar sobre a fase Preliminar:


A primeira pergunta é: Por onde começar?
Há uma série de questões que precisam ser resolvidas como: qual o método será utilizado? qual ferramenta? quem fará parte da equipe de arquitetura? como será a interface da arquitetura com as demais áreas da empresa? a arquitetura será centralizada ou distribuída? quais princípios pautarão a arquitetura?


Na fase Preliminar o Arquiteto define o escopo da Arquitetura, a equipe e os métodos e frameworks de apoio ao trabalho.
Ao definir como o TOGAF será utilizado (sim, conforme eu já disse você não faz tudo de uma vez só. É uma insanidade!) a decisão pela utilização do Modelo de Maturidade em Transparência deve ser levada em consideração. Pode-se optar também pela implantação das leis de acesso a informação (caso não se queria seguir o Modelo). Mas o importante é que a implantação de transparência se torne formalmente um requisito para a iniciativa de Arquitetura fazendo parte dos Princípios que irão reger a condução do trabalho.
Os princípios regem o processo de arquitetura, afetando o desenvolvimento, a manutenção e o uso da arquitetura corporativa. Alguns já propostos pelo TOGAF estão intimamente relacionados a aplicação de transparência como: Dados são compartilhados; Dados são acessíveis; Vocabulário comum e definições de dados; entre outros.
Porém sugiro o estabelecimento de um Princípio voltado especificamente para o atendimento a iniciativa de transparência, como forma de tornar todos os participantes da iniciativa comprometidos com sua implantação.
Nesta fase, o TOGAF também é customizado. O Arquiteto deve identificar necessidades de adaptação em função do Modelo de Maturidade e outros frameworks/modelos que tenham sido selecionados ou já existam. No caso de transparência envolve definir a forma de atendimento a requisitos de transparência dentro do contexto dos frameworks de gestão de projetos, gestão de processos, arquitetura de sistemas, arquitetura de informações, operações (serviços), de acordo com a nível de transparência pretendido.
Fazendo uma analogia, ao final dessa etapa todos os envolvidos na iniciativa devem ter uma visão comum do que se pretende, ainda que pareça ainda um rascunho, ou ideias. Mas, mais importante, esta visão sobre a estratégia de atuação e princípios a serem seguidos deve estar acordada entre todos!


No próximo artigo vou falar sobre a fase A que envolve estabelecer a Visão da Arquitetura onde o escopo do trabalho é definido.    


Visualizador DNITGeo – Geotecnologias Aplicadas


Para cumprir as atribuições de planejamento, o DNIT vem desenvolvendo estudos e atividades, com a utilização de modernas tecnologias de aquisição e gerenciamento de dados, visando fornecer informações suficientes e necessárias para subsidiar o planejamento da Infraestrutura Federal de Transportes e as atividades relativas às propostas de programação de investimentos plurianual, anual e programas especiais do DNIT.
O projeto DNITGeo visa a geração de uma base de dados corporativa, com informações georeferenciadas de qualidade e excelência, possibilitando a centralização e integração de informações de interesse para as diferentes coordenações do DNIT. O Visualizador foi construído utilizando a plataforma ArcGIS.


  • SIG - Sistema de Informações Geográficas – Base de dados em constante atualização, ampliação e melhorias. Em 2006 foi implantado um SIG Multimodal, com o objetivo principal de elaborar e manter toda base de dados georreferenciada, representativa dos dispositivos integrantes do Sistema Federal de Viação devido à padronização, a qualidade, a unificação e atualização dessa base de dados. Diversos produtos e análises são realizados a partir deste banco de dados, entre eles:

Malha Viária Vetorial
Em constante atualização devido às alterações geradas no Sistema Nacional de Viação, que provem de demandas de ampliação e reestruturação do sistema rodoviário.
Interseções

Cadastro e desenvolvimento de processos de atualização e monitoramento sistemáticos.
UL´s
(Unidades Locais)

Mapeamento e atualização para intercâmbio das informações.
Dados Complementares

Atualização sistemática do banco de dados do DNITGeo com dados auxiliares. Como exemplos destes dados tem-se a cartografia do IBGE referente às unidades territoriais, mapeamento topográfico, os dados oficiais relativos aos recursos naturais e unidades de conservação, entre outros.
Quantm

Planejamento de traçados rodoviários e ferroviários – O Quantm é uma ferramenta que utiliza técnicas computacionais para geração automática de traçados que satisfaçam condições pré-definidas. Para obtenção dos traçados são utilizados dados como: modelo digital de elevação do terreno; parâmetros geométricos e especiais, desapropriações; além de restrições ambientais, legais entre outras.
Maquete Eletrônica

Nova vertente em aplicações de geotecnologias no DNITGeo em 2013, as maquetes eletrônicas são desenvolvidas a partir de desenhos geométricos/arquitetônicos e resultados da integração do BIM (Modelagem de Informação da Construção) com o GIS (Sistema de Informação Geográfica) são simulações volumétricas para auxílio na análise e na valorização de anteprojetos/projetos.  Essa tecnologia possibilita a validação de projetos através do impacto visual consequente da infraestrutura tridimensional gerada e promove alternativas melhores de viabilidade geométrica urbana.
Monitoramento Sistemático das Faixas de Domínio

Atualização do cadastro das propriedades da federação: desenvolvimento de metodologia de monitoramento sistemático das faixas de domínio do sistema rodoferroviário (eCognition).
SIG-T

Sistema de Informação Geográfica, voltado para o sistema de transportes multimodal, visando o planejamento e a otimização do sistema de infraestrutura de transportes no território nacional.