segunda-feira, 30 de junho de 2014

Gabinete Digital - Democracia nas Redes Sociais | Governo do Rio Grande do Sul

Criado em Maio de 2011 o Gabinete Digital é um canal de participação e diálogo entre governo e sociedade que tem enquanto objetivo: incorporar novas ferramentas de participação, oferecendo diferentes oportunidades ao cidadão de influenciar a gestão pública e exercer maior controle social sobre o Estado.

Quem faz o Gabinete Digital RS?

Vinculado à Secretaria-Geral de Governo do Estado do Rio Grande Sul o Gabinete Digital tem como Coordenador Geral Vinicius WuCoordenador Executivo Luiz Damasceno e Coordenador Adjunto Sérgio Berlotto Jr., e claro, todo um time de profissionais super qualificados.

Porque é inovador?

A concepção do projeto foi acompanhada de uma ampla pesquisa que analisou exemplos de democracia digital do Brasil e do exterior e inspirou a criação de um conjunto único de mecanismos para a participação.
Os canais abertos pelo Gabinete Digital já propiciaram importantes resultados como a geração de políticas públicas e definição de ações pelo Governo do Rio Grande do Sul.
Além de ter se tornado objeto de estudo de acadêmicos e universidades nacionais e internacionais, experiências colocadas em prática pelo Gabinete Digital começam a ser replicadas por governos de outros estados e países.
O Gabinete Digital também vem incentivando o estabelecimento de uma rede para o desenvolvimento de estudos e pesquisas em participação, cultura digital, propriedade intelectual e democracia.

Maior Consulta Popular via Internet do Mundo


Prêmios recebidos:

Em pouco mais de um ano de sua criação, o Gabinete Digital recebeu quatro prêmios nacionais e um prêmio internacional:
  • Prêmio Bank Beneficiary Feedback Awards, concedido pelo Instituto do Banco Mundial
  • Prêmio CONIP de Excelência em Inovação na Gestão Pública Prof. Francisco Romeu Landi,concedido pelo Instituto de Estudos de Tecnologias para Inovação na Gestão Pública (ITIP)
  • Prêmio eGov, de excelência em governo eletrônico, concedido pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP)
  • Prêmio A Rede 2011, na categoria Inovação na Gestão Pública, promovido pela Revista A Rede
  • Prêmio TI & Governo 2011, na categoria e-democracia, concedido pela Plano Editorial

Gabinete Digital RS no Dia ‘D’ em Florianópolis

Florianópolis 
irá receber no dia 18 de agosto, o Coordenador Executivo do Gabinete Digital Luiz Damasceno. Será um oportunidade excelente para conhecer de perto a iniciativa que está transformando a relação do Governo com a sociedade. 
Além do Gabinete Digital o Dia "D" Comunicação Digital no Setor Público receberá outras iniciativas inovadoras sobre a temática como Prefeitura de Curitiba, Controladoria Geral da União e Colab. Será uma excelente oportunidade para quem quer acompanhar as novidades da área. Clique Aqui e confira a programação.



sexta-feira, 27 de junho de 2014

Projeto PRODES: Monitoramento da Floresta Amazônica brasileira por satélite

O projeto PRODES realiza o monitoramento por satélites do desmatamento por corte raso na Amazônia Legal e produz, desde 1988, as taxas anuais de desmatamento na região, que são usadas pelo governo brasileiro para o estabelecimento de políticas públicas. As taxas anuais são estimadas a partir dos incrementos de desmatamento identificados em cada imagem de satélite que cobre a Amazônia Legal. A primeira apresentação dos dados é realizada para dezembro de cada ano, na forma de estimativa. Os dados consolidados são apresentados no primeiro semestre do ano seguinte.

O PRODES utiliza imagens de satélites da classe Landsat (20 a 30 metros de resolução espacial e taxa de revisita de 16 dias) numa combinação que busca minimizar o problema da cobertura de nuvens e garantir critérios de interoperabilidade. As imagens TM, do satélite americano Landsat-5, foram, historicamente, as mais utilizadas pelo projeto, mas as imagens CCD do CBERS-2 e do CBERS-2B, satélites do programa sino-brasileiro de sensoriamento remoto, foram bastante usadas. O PRODES também fez uso de imagens LISS-3, do satélite indiano Resourcesat-1, e de imagens do satélite inglês UK-DMC2. Com essas imagens, a área mínima mapeada pelo PRODES é de 6,25 hectares. 



As estimativas do PRODES são consideradas confiáveis pelos cientistas nacionais e internacionais (Kintish, 2007). Esse sistema tem demonstrado ser de grande importância para ações e planejamento de políticas públicas da Amazônia. 

Todos os programas de monitoramento da alteração da cobertura florestal da Amazônia, hoje operados pelo INPE, utilizam o sistema de informações geográficas chamado 
TerraAmazon. Este sistema é construído baseado na biblioteca de classes e funções de sistema de informação geográfica (SIG) para desenvolvimento de aplicações geográficas desenvolvidas pelo INPE e seus parceiros, chamada TerraLib (www.dpi.inpe.br/terralib). Esta biblioteca esta disponível na internet na forma de código aberto (open source) permitindo um ambiente colaborativo para o desenvolvimento de várias ferramentas de SIG. 

O projeto PRODES conta com a colaboração do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e está inserido como ação do Ministério de Ciência, T Tecnologia e Inovação (MCTI) no Grupo Permanente de Trabalho Interministerial para a redução dos índices de desmatamento da Amazônia legal, criado por decreto presidencial de 3 de Julho de 2005. O GTPI é parte do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia legal, lançado em 15 de março de 2004.



1. Dados de entrada 2000-2013 : Dados de entrada usados para o cálculo das estimativas anuais.  

A descrição dos dados tabulares e a metodologia usada para o cálculo das taxas a partir de 2002 estão descritas na Metodologia PRODES.

Além dos dados tabulares, também estão disponíveis à  comunidade brasileira os resultados do PRODES digital na forma de mapas vetoriais e imagens de satélite utilizadas, em formato compatível com a maioria dos sistema de informações geográficas de mercado. Acesso pelo link abaixo:








O projeto PRODES conta com a colaboração do Ministério do Meio Ambiente e do IBAMA, e é financiado pelo MCTI, através da Ação "Monitoramento Ambiental da Amazônia". Veja ainda a Apresentação Geral em Slides do PRODES

Os mapas e dados disponíveis neste sítio são copirraite do INPE/MCTI. É permitido seu uso para estudos e análises científicas e políticas públicas, desde que mencionada a fonte.

Qualquer problema, dúvida ou sugestão, por favor entre em contato: prodes@dpi.inpe.br

Fonte: INPE

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Um pouco mais sobre o Susto e a Interoperabilidade








Ainda sobre as considerações do artigo “Susto e Oportunidade são, realmente, excludentes?”, que teve como fundo a matéria publicada na revista Veja de 29 de maio, reforço a questão da taxonomia e trago à discussão também a ontologia, visto a afirmação quanto a “uma das características mais intrigantes do país é a falta de código, de conceito”.  São sobre as iniciativas neste sentido que pretendo abordar. 

Um de meus companheiros de trabalho, que possui uma competente visão integradora, Gleyner Novais colocou a lupa no artigo e foi além: “nos falta um modelo ontológico de dados e informações de governo (suportados por um glossário normalizado somado a metadados de negócio), onde a taxonomia cumpre o papel de fachada de apresentação (design) para a comunidade (Cidadãos e instituições)”. 

Como eu, ele também vê as iniciativas em curso como uma oportunidade para dar publicidade aos serviços eletrônicos baseados em padrões de interoperabilidade, promovendo agilidade na obtenção de informações, na interpretação e no co-relacionamento das informações dentro do foco analítico desejado, porém também compreende que o esforço no sentido do “entendimento comum das coisas” ainda não alcança o estágio necessário à interoperabilidade. 

Luciane Paula Vital e Ligia Maria Arruda Café, em seu trabalho sobre Ontologias e taxonomias: diferenças, reforçam que “a necessidade de informações precisas e confiáveis no âmbito corporativo vem de encontro com a qualidade da recuperação, tornando-se um grave problema, pela dificuldade de precisão. Apresentam então, como dois sistemas de representação do conhecimento, as ontologias e as taxonomias”. 

Nesse sentido, ressaltam que as taxonomias trabalham no sentido de organizar a informação e/ou conhecimento, em relações hierárquicas entre os termos. Já as ontologias, buscam estabelecer relações semânticas entre conceitos, em forma de redes conceituais, próximas da estrutura que trabalha a mente humana. 

Evidências quanto ao uso da taxonomia são os padrões trabalhados pelo segmento Áreas de Integração para o Governo Eletrônico, na Arquitetura e-PING de Interoperabilidade, em especial  o eXtensible Business Reporting Language (XBRL), o Statistical Data and Metadata eXchange (SDMX), o Strategy Markup Language (StratML) e o LexML, utilizados internacionalmente, respectivamente, para definição e intercambio de dados financeiro-contábeis, dados e metainformação estatística de planos e relatórios  estratégicos e de desempenho e informações legislativas e jurídicas.

São padrões especialistas que, podemos entender, trazem em si a visão de processos que lhes permite desenvolver uma taxonomia própria para integração dos dados.  Há dois trabalhos, entre vários, que podem ser nominados como referência. Em relação ao XBRL destaco o que é conduzido pela Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda; já em relação ao LexML, destaco outro do Senado Federal. 

Também para aqueles onde ainda não foi desenvolvida uma iniciativa semelhante existe o padrão Modelo Global de Dados (MGD), que tem por objetivo integrar dados e processos em uma única visão que, compartilhada entre os envolvidos, viabiliza uma desambiguação contínua, a integridade dos dados ao longo do tempo de construção do modelo e o amplo reuso no desenvolvimento de soluções, ou serviços eletrônicos. O MGD é aplicado por diversos órgãos de Governo, tanto em nível de macroprocessos que perpassam várias estruturas, como o Macroprocesso de Planejamento, Orçamento e Finanças, como em situações restritas a uma única instituição, podendo ser citada a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária. 

Quanto a ontologia, o Vocabulário Controlado do Governo Eletrônico (VCGE) é a iniciativa em curso no governo desde 2004 com objetivo de “classificar qualquer conteúdo de informação (documentos, bases de dados, mídia eletrônica, documentos em papel, etc) que não seja classificado outra forma mais específica de indexação. O VCGE é feito para ser consultado pelo público geral e seu processo de indexação deve ser feito por pessoas que não são profissionais especializados (biblioteconomistas, arquivologistas, etc).” 

O VCGE também é tratado pela Arquitetura e-PING de Interoperabilidade, no âmbito do segmento Organização e Intercâmbio de Informações.  Recentemente passou por uma revisão de conteúdo e mantém uma estratégia de construção voluntária pelas partes interessadas. 

Penso que o estágio necessário à interoperabilidade seja alcançado no momento em que taxonomia e ontologia possam se integrar, o que não está longe, porém requer um entendimento comum pelos gestores públicos envolvidos e o conseqüente investimento de esforços em um único sentido.  Não tenho dúvidas que é uma discussão necessária e que deva ser orquestrada, de forma a evitar perda de foco e dispersão de esforços.  Esta é uma outra oportunidade, um daqueles desafios da interoperabilidade a serem empreendidos em nível de governo, com reflexos para a sociedade como um todo. 





quarta-feira, 25 de junho de 2014

A implantação do XBRL no Brasil

O CFC (Conselho Federal de Contabilidade) e o CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis), com o apoio das entidades que o integram, estão desenvolvendo esforços no sentido de colocar em prática, no Brasil, a tecnologia XBRL (Extensible Business Reporting Language), com a constituição da jurisdição brasileira.

Sua relevância para o país
A tecnologia XBRL transforma as informações contábeis que estão disponibilizadas em outro formato, como papel, em arquivos eletrônicos. Os usuários dos dados podem automatizar o seu tratamento, daiminuindo demoradas e onerosas formas de processo de informação, bem como diminuir os custos de revisão de informações. Gestores podem reduzir os custos e acelerar os seus contatos com os clientes. Reguladores e departamentos de governo podem reunir, validar, comparar e analisar os dados com muito mais eficiência e utilidade do que, pelos métodos tradicionais.

O XBRL International
O padrão XBRL começou a ser pesquisado há dez anos, nos Estados Unidos, pelo contador Charles Hoffmann. Ele propôs o primeiro modelo da linguagem, que se tornará obrigatória em 2009, completando a implementação do sistema naquele país. No Japão, Alemanha e em outros 40 países, o período de implantação do XBRL levou de seis a oito anos. Na América Latina, o Brasil está à frente dos demais países, uma vez que já está sendo desenvolvida uma taxonomia para o País, a qual é supervisionada pelo XBRL Institute, sediado nos Estados Unidos. No Brasil as pesquisas sobre XBRL foram iniciadas pelo TECSI-FEA-USP, sob a responsabilidade do Prof. Edson Luiz Riccio, no ano de 2001. É também desse grupo de pesquisas (TECSI-FEA-USP) que se origina a primeira taxonomia brasileira.

XBRL International é formado por um consórcio global de mais de 300 organizações que representam praticamente todos os componentes das entidades reguladoras contábeis e financeiras. Os membros do consórcio incluem grandes participantes de governos, entidades reguladoras, organismos econômicos, bolsas de valores, contabilistas e auditores, empresas, bancos e avaliação do risco de crédito, analistas de investimento, programadores de software e organismos de normalização contábil.
Os membros do consórcio global XBRL International comprometeram-se a estabelecer um consenso com base em um formato único para compartilhar informações e idéias.
A XBRL International promove o uso do XBRL como solução através da utilização de jurisdições. A função da jurisdição brasileira é:
  • centrar-se na evolução do XBRL no Brasil;
  • contribuir para o desenvolvimento internacional;
  • promover o XBRL;
  • organizar a criação de taxonomias;
  • facilitar a educação e marketing;
  • explicar os benefícios para o governo e as organizações privadas.

XBRL International faz uma distinção entre jurisdições provisórias e estabelecidas. As Jurisdições estão representados nos seguintes países / regiões:
Jurisdições fundadas:
  • Austrália, Canadá, Alemanha, Irlanda, Japão, Países Baixos, Nova Zelândia, Reino Unido, Estados Unidos e o International Accounting Standards Committee Foundation(Fundação do Comitê de Normas Contábeis Internacionais – IASCF).
Jurisdições provisórias:
  • Bélgica, Dinamarca, Suécia e Coréia.
Além desses, há também um grande número de países que se preparam para candidatarem-se à jurisdição provisória.
Não há dúvida de que a presença de uma jurisdição nacional é um impulsionador essencial para a adoção do XBRL no Brasil.

Impactos da adoção do XBRL
De acordo com estudos realizados e experiências obtidas em outros países, a adoção do XBRL pode trazer muitas vantagens em relação a métodos de relatórios tradicionais, decorrente do fato de que a informação uma vez produzida e representada em formato XBRL, pode ser reutilizada muitas vezes sem manipulação ou distorção. Entre os benefícios da utilização dessa tecnologia constam:
  • demonstrações padronizadas por exemplo, de acordo com as normas internacionais de contabilidade;
  • redução dos custos com preparação de demonstrações;
  • simplificação do acesso pelos usuários;
  • informação com mais ampla disponibilidade;
  • reforço para as capacidades analíticas.

Os benefícios acima ocorrem porque o XBRL:
  • racionaliza a comunicação entre diferentes tecnologias, permitindo que essas tecnologias funcionem de uma forma mais integrada, resultando num aumento da qualidade de dados e disponibilização mais rápida;
  • permite às empresas uma forma eficaz de se comunicar com os seus stakeholders. A total transparência, a integridade e confiança nas informações em um ambiente corporativo é um grande reforço;
  • beneficia as bolsas de valores, melhorando a eficiência da informação financeira e a transformação de tais informações em aplicações analíticas.
  • fornece importantes benefícios para os reguladores e os governos por meio de um menor volume de informações, assim como assegura a precisão dos dados;

Benefícios financeiros da utilização do XBRL
Todos os tipos de entidades (empresas, reguladores, governo, etc.) podem utilizar o XBRL para reduzir custos e melhorar a eficiência no tratamento dos seus negócios e informações financeiras. Devido ao XBRL ser extensível e flexível, ele pode ser adaptado a uma grande variedade de necessidades diferentes.
Todos os participantes da cadeia de abastecimento de informação financeira podem beneficiar-se, quer se trate de preparadores, analistas ou usuários de dados empresariais.

Preparadores
Ao utilizar XBRL, empresas e outros preparadores de dados financeiros e de relatórios financeiros podem automatizar os processos de coleta de dados. Por exemplo, os dados de diferentes divisões de uma empresa, com vários departamentos com diferentes sistemas contábeis podem ser agrupados rapidamente, a um baixo custo e de maneira eficiente, se as fontes de informação forem customizadas para utilizar o XBRL.
Depois que os dados são coletados em XBRL, diferentes tipos de relatórios usando diferentes subconjuntos de dados podem ser produzidos com o mínimo esforço. O departamento financeiro de uma empresa, por exemplo, poderá de forma rápida e confiável gerar relatórios internos de gestão, demonstrações financeiras e contábeis para publicação, fiscais, regulamentares e outras, bem como os relatórios de crédito para os gestores.
Além de automatizar a manipulação de dados, e diminuir o tempo de processo dessas informações, os dados também podem ser controlados por software específicos.
Pequenas empresas podem se beneficiar ao lado das grandes pela uniformização e simplificação de sua montagem e apresentação de informações às autoridades.

Consumidores
Os usuários dos dados, que são recebidos por via eletrônica em XBRL, podem automatizar a sua manipulação, diminuindo demoradas e onerosas formas de processo de informação, bem como diminuir os custos de revisão de informações.
Software pode também imediatamente validar os dados, destacando os erros e falhas que podem ser imediatamente acessados. Ele também pode ajudar na análise, seleção e processamento dos dados para nova utilização.
O esforço humano pode ser canalizado para níveis mais elevados, com maior valor agregado, por exemplo: a aspectos de análise, avaliação, informação e tomada de decisão. Desta forma, os analistas de investimento podem poupar esforços, simplificar significativamente a seleção e comparação de dados e análises.
Gestores podem reduzir os custos e acelerar os seus contatos com os clientes. Reguladores e departamentos de governo podem reunir, validar, comparar e analisar os dados com muito mais eficiência e utilidade do que, pelos métodos tradicionais.

Um fator-chave para o sucesso do XBRL
As condições para a adoção global do XBRL estão construindo-se gradualmente. No entanto, tal como acontece com qualquer nova tecnologia, existem incertezas e obstáculos a ultrapassar.
O Brasil tem capacidade para superar esses obstáculos e, para colher os benefícios do XBRL, depende da contribuição continuada e dinâmica e da cooperação entre os agentes da cadeia de abastecimento e comunicação no que tange à partilha de conhecimentos, informações e ferramentas relacionados com o XBRL.
Embora várias organizações brasileiras já venham contribuíndo para o desenvolvimento do XBRL, não havia ainda a Jurisdição Brasileira do XBRL para congregar as diversas partes interessadas, atuando como coordenador.

Impacto sobre as normas contábeis
A taxonomia do XBRL é um conjunto de instruções que transformam os três maiores relatórios da legislação brasileira em linguagem computacional. A taxonomia coloca qualquer balanço no formato da taxonomia brasileira. Assim, mediante leitura, qualquer pessoa, independente de nacionalidade, conseguirá entender um balanço contábil brasileiro, pois estará numa linguagem simples, única, direta e clara.
A taxonomia do XBRL pode ser utilizada como parte do projeto de convergência às normas internacionais IFRS ( International Financial Reporting Standards), facilitando a preparação dos dados a serem manuseados interna e externamente.
O XBRL não tem a implicação no desenvolvimento de novas normas contábeis, mas serve como reforço da informação e impacta em como otimizar a produção, utilização e manutenção da informação contábil e financeira. Além disso, essa tecnologia não apenas situa as atuais normas contábeis, mas também é flexível o suficiente para acomodar as futuras normas e as orientações contábeis.
O CFC, mediante Portaria nº 38/10, instituiu a comissão com a finalidade de criar a jurisdição do XBRL no Brasil, credenciando o Conselho Federal de Contabilidade como entidade junto ao XBRL internacional.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Responsabilidade Organizacional


O serviço a ser entregue ao cliente pode depender de duas ou mais áreas configurando uma situação, bastante delicada, em que, caso uma área atrase a execução de alguma de suas atividades, pode comprometer o funcionamento de todo o sistema.

O Modelo de Responsabilidade Organizacional (fig. 1) une o mapeamento dos loops das áreas com a adaptação do modelo PageRank, que utiliza o mesmo algoritmo de buscas do Google. Trata da elaboração de um ranking das páginas mais acessadas em uma rede na internet. Leva em consideração também o acesso das páginas de origem, elevando a cotação do endereço acessado.

No modelo mencionado o raciocínio é análogo. Entretanto, o ranking demonstra o gargalo na execução das atividades que compõem o serviço. Ele distribui a responsabilidade na execução dos serviços para todas as áreas da empresa envolvidas no processo. 

 Figura 1 – Modelo de responsabilidade organizacional

O ranking nesse caso demonstra o gargalo na execução das atividades que compõe o serviço. Ou seja, quanto maior o ranking, maior é o gargalo (fig. 2) indicando a elevada probabilidade da área iniciar um efeito cascata do atraso percebido.


Figura 2 – A área indicada representa o maior gargalo



O modelo, portanto, permite distribuir a responsabilidade na execução dos serviços para todas as áreas da empresa envolvidas no processo. Desta forma, os gestores poderão compartilhar melhor a gestão por resultados na organização, ampliando as oportunidades para aprender, para trabalhar e para produzir o motor do crescimento econômico.

Conclui-se que os modelos fundamentados nas metodologias Dinâmica de Sistemas e Modelagem Baseada em Agentes apoiam o processo de tomada de decisão no ambiente das organizações. 

Também contribuem para a solução dos problemas relacionados à gestão por resultados, visando à melhoria dos serviços públicos prestados, em face de uma demanda de serviços superior à capacidade instalada.

O modelo já foi apresentado a todas as áreas da empresa de tecnologia, propiciando a elaboração de novas estratégias, bem como está sendo debatido por alguns pesquisadores da área de Inovação em Serviços. Cria-se assim a possibilidade de ser aplicado em áreas distintas: saúde, financeira, serviço público e desenvolvimento de sistemas.

Acreditamos que no futuro ele possa ser usado para preencher algumas das lacunas, apontadas no artigo “Succeeding through Service Innovation” (IfM and IBM, 2008):

descobrir os princípios subjacentes de sistemas de serviços complexos; 

sistematicamente criar, ampliar e melhorar os sistemas de serviços; 

ampliar as bases estabelecidas por disciplinas existentes; 

contribuir para o progresso em estudos acadêmicos e ferramentas práticas; 

diminuir as lacunas no conhecimento e habilidades. 

Além destas possíveis contribuições, percebemos que algumas partes do modelo podem ser aplicadas ao ambiente de gestão e contribuir para a SSME - Service Science Management and Engineering (Ciência, Gestão e Engenharia do Serviço). 

Confira a distribuição da responsabilidade no vídeo: Responsabilidade Organizacional


Autores: Guttenberg Ferreira Passos e Ilan Chamovitz
Edição: Maristela Bretas


segunda-feira, 23 de junho de 2014

O simples e o complexo

A história já é bem manjada, de tanto que a tenho repetido nos últimos anos - mas sempre há a perspectiva de algum leitor ainda não a conhecê-la. Ela é bastante ilustrativa de algumas decisões que tomamos em nosso dia-a-dia de gestão de processos e que, sem saber, afetam consideravelmente os resultados que alcançamos. Então, vamos lá!

Imagine que você é desafiado pelo seu chefe - assim com o pequeno Carl Friedrich Gauss o foi pelo diretor de sua escola, no fim do século XVIII - a encontrar a soma exata dos números inteiros de 1 a 100 (ou seja, o valor de S = 1 + 2 + 3 + ... + 98 + 99 + 100). Para dar mais realidade à situação, imagine que seu chefe lhe dá como "regras do jogo" a impossibilidade de usar calculadoras ou computadores e um tempo máximo para conclusão da operação de apenas 2 minutos.


Se você está muito voltado para tratar processos como meramente fluxos operacionais de atividades, pode ser que se assuste com o desafio complexo que terá pela frente e que, sem muito refletir, comece imediatamente a realizar operações de soma dos números, dois a dois, até que o tempo se esgote. Quando o cronômetro zerar, dificilmente você terá conseguido passar perto do resultado correto, haverá uma grande probabilidade de ter cometido erros em seu processo de soma e, quase com certeza, você reclamará absurdamente com seu chefe da exiguidade dos recursos disponíveis. Pobre você...


Uma outra forma de abordar a questão é seguir o método criado por Gauss quando ele tinha apenas 10 anos de idade(!). Conta a história que quase instantaneamente o genial aluno - a ser um dia chamado de "o príncipe da matemática" - exclamou: 5050!, resultado correto. O que Gauss fez de tão genial para resolver o problema?


Em vez de se lançar de imediato ao trabalho "operacional", ele observou que somas de pares da sequência que se localizavam à mesma distância de seu centro conduziam ao mesmo resultado. Difícil de entender? Explico melhor: se somarmos o primeiro e o último número do conjunto (1 + 100), ou o segundo e o penúltimo número (2 + 99), ou ainda o terceiro e o antepenúltimo número (3 + 98) - e assim, sucessivamente -, iremos sempre encontrar o valor 101. Gauss então verificou que para chegar ao resultado correto, bastaria saber quantos desses pares havia na sequência - e, de forma bastante rápida ele concluiu que tal quantidade era igual à metade do número de elementos do conjunto (50 pares). Assim, com apenas 3 operações algébricas, Gauss chegou à expressão da soma de uma progressão aritmética da forma



na qual a solução para o problema pode ser facilmente encontrada ao somarmos o primeiro e o último termo da sequência e, em seguida, multiplicarmos o resultado pela metade de elementos existentes.

Tente agora resolver o desafio proposto pelo seu chefe usando a abordagem de Gauss. Ainda é razoável reclamar da falta de recursos (calculadoras, computadores, tempo)?

Repare que a complexidade da situação permaneceu a mesma para as duas formas de resolução do problema - mas que a segunda abordagem traz uma fantástica simplicidade de aplicação (e, ao mesmo tempo, maior efetividade e menor risco de erros durante o processo).

Moral da história: não devemos temer enfrentar problemas complexos, mas devemos fazê-lo com inovação e com as ferramentas adequadas.

Assim como Gauss procedeu para deixar seus contemporâneos boquiabertos...

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Avanços recentes da tecnologia espacial nacional

Brasil envia à China mais um equipamento para satélite CBers-4
A Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT) e sua controlada Mectron embarcaram para a China o terceiro modelo de voo do gravador digital de dados (DDR) para o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres CBers-4, encomendado pela Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe MCTI).
É o primeiro equipamento deste tipo a ser completamente desenvolvido e fabricado no Brasil. O DDR concebido é responsável pelo armazenamento das imagens terrestres captadas pelas câmeras do satélite.
Na China o equipamento será integrado ao novo satélite, previsto para ser lançado no início de dezembro. O DDR é composto por duas unidades: o SRR, um gravador de estado sólido, com cinco canais para dados de imagem e com capacidade de armazenamento de imagens digitais de 40 Gbytes, e o DSS, uma unidade de chaveamento de sinais.

Equipamento será integrado ao novo satélite, previsto para ser lançado no início de dezembro

Primeiro cubesat brasileiro será lançado nesta quinta (19)

Será lançado nesta quinta-feira (19), às 16h15, da base Yany, na Rússia, o primeiro cubesat brasileiro. O NanosatC-BR1 foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O projeto conta ainda com a participação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica.
Uma equipe acompanhará o lançamento e início da operação do equipamento. A capacitação de recursos humanos para a área espacial é um dos principais objetivos do projeto, cuja missão científica é o estudo de distúrbios na magnetosfera, principalmente na região da Anomalia Magnética do Atlântico Sul, e do setor brasileiro do Eletrojato Equatorial Ionosférico.
Além disso, o NanosatC-BR1 permitirá testar, em voo, circuitos integrados resistentes à radiação projetados no Brasil, para utilização em futuras missões de satélites nacionais de maior porte.
Alunos de física, engenharia e computação da UFSM atuaram em todas as fases do projeto, desde a sua especificação e desenvolvimento até a montagem, integração e testes antes do lançamento. Eles foram supervisionados por profissionais do Inpe.
O cubesat brasileiro possui três cargas úteis: um magnômetro para utilização dos seus dados pela comunidade científica; um circuito integrado projetado pela Santa Maria Design House da UFSM; e o hardware FPGA, que deve suportar as radiações no espaço em função de um software desenvolvido pelo Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Arquitetura Corporativa e Interoperabilidade – Camada de Processos


Olá leitores!

O primeiro artigo dessa série, que trata de Arquitetura Corporativa e Interoperabilidade, foi proposto um Modelo de Conteúdo para Arquitetura Corporativa, seguido de uma abordagem sobre a relação entre Arquitetura Corporativa, Arquitetura Orientada a Serviços e Interoperabilidade. Os artigos seguintes detalharam as camadas de Negócios, Estratégia e Projetos propostas para o Modelo de Conteúdo. Neste artigo abordaremos a Camada de Processos.

Conforme visto anteriormente, na Camada de Negócios foi definido o Modelo Corporativo de Negócio (MCN) que contém a Cadeia de Valor da Organização. Uma vez mapeada a Cadeia de Valor, o passo seguinte é decompô-la em passos discretos, estabelecendo a rastreabilidade desta com os processos corporativos. Processos corporativos constituem as atividades que os funcionários realizam no dia a dia, sejam processos finalísticos ou processos de suporte ao negócio.




A modelagem de processos é um exercício de documentação detalhada com base na criação passo-a-passo dos fluxos de trabalho de cada processo corporativo, suas atividades e interações associadas. Uma modelagem de processos consistente leva a melhores sistemas, processos e resultados para a organização. A documentação completa desses processos é essencial para a seleção de aplicações de apoio adequadas e para as operações de TI eficazes dessas aplicações. 
 
Durante a modelagem de processos, uma atenção especial deve ser dada aos dados gerados e consumidos pelos processos. É fundamental que as informações disponíveis e processadas pelas diversas áreas da empresa sejam usadas de forma consistente e regidas por definições claras e adequadas. Em última instância são os dados que promovem a integração entre processos. O desenvolvimento ou aquisição de aplicações deve considerar o uso dos dados comuns de forma a evitar duplicidade e, principalmente a falta de integridade desses dados. Semelhante à Modelagem de Processos, a Modelagem de Dados é a metodologia que permite que dados sejam decompostos em partes para que sejam claramente definidos. 
 
O Guia Metodológico para a Integração de Dados e Processos, disponível no sítio do Modelo Global de Dados – MGD – apresenta um ótimo modelo para a modelagem de dados e processos. A Camada de Processos do Modelo de Conteúdo da Arquitetura Corporativa, representa quais processos a empresa executa e quais os principais dados necessário para suportar o modelo de negócios. Todo o detalhamento relacionado à modelagem dos processos e dados não diz respeito direto a esta camada mais sim às soluções específicas de modelagem utilizadas. Idealmente, a solução de suporte à arquitetura corporativa e essas soluções devem ser interoperáveis.

Além das camadas de Estratégia e Negócios, a Camada de Processos possui uma forte relação com a Camada de Competências Organizacionais, ou seja, quais as equipes funcionais, conhecimentos e habilidades, papéis e atores que servirão de suporte ao modelo organizacional definido e gerirá e apoiará o Modelo Corporativo de Negócios da organização. Como vimos possui também um grande vinculo com a Camada de Tecnologia da Informação, que será apresentada no próximo artigo.

Até lá!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Compartilhando experiências sobre XBRL


Algo que ajuda no momento de implementar novas tecnologias e procedimentos é contar com as experiências compartilhadas por outras pessoas que passaram pela mesma situação.

Na 26ª Conferência Internacional de XBRL, ocorrida na Irlanda em 2013, o consórcio XBRL Finland, o qual reúne organizações públicas e privadas com o objetivo de realizar ações de adoção de XBRL na Finlândia, compartilhou algumas lições aprendidas durante os trabalhos desenvolvidos, as quais são comentadas abaixo.

O conteúdo dos dados deve vir antes do XBRL.

Este alerta é para que não se pense em implantar o uso de XBRL apenas pelo XBRL em si mesmo, ou seja, é preciso primeiro pensar no conteúdo dos dados que serão descritos em XBRL. Se esta medida não for tomada, a qualidade do resultado final ficará comprometida, pois a tecnologia não tem o poder de consertar uma modelagem incorreta dos dados e seus significados, isto deve ser feito com muito cuidado antes de se passar para a fase de aplicação da tecnologia XBRL.

Manter o foco no objetivo principal: diminuir a carga administrativa para as organizações.

O principal ganho da implantação do XBRL está na agilidade para obtenção de informações, que passam a estar padronizadas, e com fácil acesso. Todo este esforço deve estar sempre voltado para a melhoria dos processos administrativos das organizações, se este foco não for mantido, corre-se o risco de se começar a incluir procedimentos desnecessários, ou que não agreguem tanto valor às atividades.

A adoção do XBRL não visa apenas a padronização dos relatórios.

Durante os trabalhos de adoção do XBRL, o consórcio identificou que a padronização dos relatórios ser um grande avanço, o resultado final só seria eficaz se a mesma fosse acompanhada de uma arquitetura integrada para submissão dos relatórios. Isto está fundamentalmente relacionado com a integração e interoperabilidade de sistemas, os quais precisam "conversar" corretamente para que as informações contidas nos documentos XBRL possam ser efetivamente trocadas entre as organizações.

Cooperação entre organizações públicas e privadas.

Esta foi outra lição aprendida pelo consórcio, pois se as organizações começarem a tomar iniciativas isoladas e unilaterais, o resultado final será de menor qualidade, e muitas vezes exigindo retrabalho para que o conjunto das organizações tire proveito da padronização.




BPM e a Teoria dos Jogos


(imagem: Instituto Maurício de Nassau)

Embora similar à Teoria da Decisão , a teoria dos jogos estuda decisões que são tomadas em um ambiente onde vários jogadores interagem. Em outras palavras, a teoria dos jogos estuda as escolhas de comportamentos ótimos quando o custo e beneficio de cada opção não é fixo, mas depende, sobretudo, da escolha dos outros indivíduos.(fonte: Wikipedia)

Mas o que a Teoria do Jogos tem a ver com BPM, processos e organizações? 

Podemos definir uma organização com um conjunto de pessoas e recursos reunidos para a realização de um objetivo comum, certo? A resposta para isso é: nem sempre. 

Desde Adam Smith com seu histórico livro A Riqueza das Nações, passando pela chamada Administração Científica de Taylor e Fayol e a produção em massa do Fordismo, produtividade esteve ligada à divisão social do trabalho, especialização das atividades no processo produtivo e de gestão. Esse pensamento proporcionou verdadeiras revoluções de produtividade, moldando as feições do que podemos chamar hoje de administração moderna.  

Em virtude dessa herança teórica, quando pensamos na estrutura de uma empresa nos dias de hoje o que nos vem imediatamente à  mente é um organograma onde podemos visualizar como estão divididas as funções administrativas e produtivas da organização: departamento comercial, financeiro, gestão de pessoas, produção etc.

Quando buscamos a melhoria contínua dos processos esse modelo mental se torna um entrave e um elemento a ser gerenciado pelo profissional de BPM, embora, como destaquei acima, essa forma de estruturar as organizações tenha revolucionado a produção e a economia, tendo até os dias de hoje sua importância na forma como as empresas se organizam.

Tomemos como exemplo uma empresa de TV a cabo. Quando procuramos esse tipo de serviço buscamos um atendimento cordial, uma instalação rápida, um preço justo e, de preferencia,  sem problemas técnicos e, se houver, que não demorem muito para serem resolvidos. Parece claro sob o ponto de vista do cliente. Porque então  vivemos em embates tão frequentes com nossas prestadoras de serviço? A resposta está na Teoria dos Jogos, lembra?

A equipe comercial trabalha para vender o máximo possível, tendo que matar um leão por dia para atingir as metas estabelecidas pela supervisão. A equipe técnica que instala e dá suporte, em vista da crescente demanda por serviço, decorrente do trabalho da equipe comercial, não consegue dar conta do volume de trabalho, acarretando filas, serviços ineficientes, gerando clientes insatisfeitos que irão buscar a concorrente. 

Esse desequilíbrio acontece em quase todas as organizações, devido ao isolamento funcional ao qual os diversos departamentos se submetem. 

Em oposição a esta visão funcional temos a Abordagem por Processos, na qual as processos primários, de apoio e de gestão são vistos ponta-a-ponta, transversalmente à organização, ultrapassando as barreiras funcionais dos departamentos e gerenciados com o enfoque do cliente. 

Essa talvez seja uma das maiores barreiras culturais a serem transpostas, sendo um fator crítico de sucesso fazer com que a Alta Administração entenda e busque gerir os recursos da organização com base nessa nova mentalidade, elaborando métricas de desempenho que levem em conta o processo como um todo, o que eventualmente nortearia uma política de recompensas.

Até a semana que vem!