sexta-feira, 30 de maio de 2014

Jornada INDE / Academia aconteceu em Brasília, nos dias 27 e 28 de maio


A Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) foi criada pelo Decreto Nº 6.666 de 27/11/2008 com o objetivo de disseminar os dados geoespaciais existentes nas instituições do governo brasileiro de forma aberta e transparente. Coerente com esse propósito, a gestão de informações na INDE deve ser aperfeiçoada através do compartilhamento de boas práticas, discussão sobre políticas de desenvolvimento da rede de informações e proposição de inovações. Nesse contexto, a aproximação com a Academia é muito importante, uma vez que ela é dotada de capacidade de reflexão sobre o estado da arte dos temas em que está envolvida. Dessa necessidade surge a Jornada INDE Academia, que tem como proposta a integração dos processos de construção da INDE e de seus atores através de encontros periódicos, buscando permitir uma aproximação de gestores públicos e Academia.
O objetivo principal da Jornada INDE Academia 2014 é ampliar o conhecimento sobre a produção e uso da informação geográfica no Brasil, abordada no âmbito de uma Política Nacional de Geoinformação (PNGeo). Ademais, a Jornada visa a:
  • Debater o processo de construção da PNGeo
  • Discutir a consolidação da INDE como instrumento da Política Nacional de Geoinformação (PNGeo)
  • Apresentar os trabalhos e linhas de pesquisas desenvolvidos pela Academia.




A Jornada INDE ocorreu nos dias 27 e 28 de maio de 2014 na Escola de Administração Fazendária, em Brasília. Foi um evento que uniu diversos atores envolvidos com a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais, tais como órgãos governamentais (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, IBGE, Ministério dos Transportes, IBAMA e etc.), Universidades (UnB, UFBA, UFPR e etc.), empresas privadas (Imagem - Soluções de Inteligência Geográfica) e a sociedade civil em geral. Foram discutidos os seguintes temas principais:


  • Evolução das Infraestrutura de Dados Espaciais - IDEs e das Políticas de Geoinformação
  • Caminhos para o aperfeiçoamento tecnológico da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais - INDE
  • A INDE no conceito de mapeamento colaborativo
  • Contribuições da Rede para a Gestão Pública: Como a Academia pode contribuir para a melhoria da Gestão Pública através do uso e da aplicação da geoinformação.
  • Perspectivas para a Política Nacional de Geoinformação - PNGEO: Estágio atual e próximos passos
  • Instrumentos da PNGeo 1: Planos de Geoinformação


O público-alvo do encontro são os produtores e usuários de informações geoespaciais, incluindo instituições governamentais, institutos de pesquisa, organizações não governamentais, associações científicas, bem como técnicos e pesquisadores interessados na produção, disseminação e utilização de informações necessárias ao conhecimento da realidade do país e ao exercício da cidadania.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

3° RedeseGov e o debate sobre Mídias Sociais como recurso para o governo eletrônico: onde estamos e onde podemos chegar

Marcelo Veloso da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais falou sobre mídias sociais como recurso para o governo eletrônico no dia 29 de Abril no 3° RedeseGov, evento organizado pelo Cetem em Brasília. 

O objetivo da sua apresentação foi apontar uma avaliação do estágio atual da utilização das mídias sociais pela administração pública brasileira e algumas possibilidades de serviços a serem desenvolvidos a partir dessas plataformas, com estímulo à interação e à discussão dos problemas enfrentados pelo cidadão.

Marcelo apresentou dados do panorama atual do Brasil em relação ao uso das redes sociais. Twitter, Facebook e Youtube estão entre as plataformas onde o uso brasileiro só perde para os Estados Unidos, fazendo do Brasil uma potência na utilização das redes sociais.

O palestrante pontuou algumas questões importantes, como:
  • O que é uma mídia social?
Segundo Jacka e Scott, 2011 mídia social é conjunto de tecnologias de difusão baseadas na Web que permitem a democratização do conteúdo, dando às pessoas a capacidade de emergir de consumidores de conteúdo para editores. 
  • O que é Governo Eletrônico ?

Segundo Zweers & Planqué, 2001 o Governo eletrônico é um conceito emergente e que objetiva fornecer ou disponibilizar informações, serviços e produtos, através de meio eletrônico/digital, a partir ou através de órgãos públicos, a qualquer momento, local e cidadão, de modo a agregar valor a todos os envolvidos com a esfera pública.
  • O que o Governo Eletrônico tem a ver com isso ?
O desenvolvimento de programas de Governo Eletrônico tem como princípio a utilização das modernas tecnologias de informação e comunicação (TICs) para democratizar o acesso à informação, ampliar discussões e dinamizar a prestação de serviços públicos com foco na eficiência e efetividade das funções governamentais
  • Pesquisa:
Marcelo Veloso apresentou sua avaliação do uso das mídias sociais como recurso para ações de governo eletrônico e utilizou como plataforma o facebook. A característica avaliada foi a prestação de informações ao cidadão.

A pergunta padrão que fez para todas as instituições foi: "Gostaria de saber como faço para trabalhar na Secretaria (Ministério) de Saúde do (Município/Estado)?"

Os resultados da pesquisa encontram-se Aqui
  • Casos de Sucesso:

Sua palestra foi muito bem avaliada pelos participantes e o panorama compartilhado por ele de suma importância para a abertura aos trabalhos do evento.


Clique Aqui para saber mais sobre o que aconteceu no 3° Redes-egov

  • Mais sobre o palestrante
Marcelo Veloso é Profissional MBA em Gestão de Segurança da Informação pela Universidade FUMEC, Bacharel em Sistemas de Informação pela Universidade PUC-Minas, com 19 anos de experiência em Tecnologia da Informação e Comunicação, com ênfase na área de infraestrutura de TIC. Especialista em tecnologias Microsoft, possuindo as certificações Cloud Computing Foundation, Certified Integrator Secure Cloud Services, ISO 27002 Information Security Foundation, ISO 20000 IT Service Management Foundation, ITIL Foundation, MCSA, MCITP, MCTS, MCDST e MCP. Atualmente é Assessor da Superintendência Central de Governança Eletrônica da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, coordenando projetos de Governança Eletrônica e Segurança da Informação..

Para saber mais sobre a apresentação de Marcelo Veloso Clique Aqui




Dia 18 de Agosto o Cetem organizará mais um evento sobre Comunicação Digital no Setor Público em Florianópolis. Confira a programação Aqui


quarta-feira, 28 de maio de 2014

BPM e Melhoria Contínua





BPM é uma disciplina habilitadora de gestão de processos e como tal, agrega uma série de técnicas capazes de atuar continuamente no processo de negócio, de modo a utilizar os recursos de forma mais eficiente e direcionar seus resultados para o alcance do objetivo perseguido, alinhando o processo às diretrizes estratégicas da organização, gerando um ciclo PDCA.

Não é minha pretensão aqui explicar todas as técnicas disponíveis para intervenção nos processos de negócio, mas tornar mais clara a forma como o BPM pode atuar para a melhoria contínua dos seus processos ponta-a-ponta.

Para o correto entendimento do que acabamos de descrever é necessário esclarecer o que afinal é um processo de negócio.

Processo de negócio é a reunião de recursos (humanos, tecnológicos, infra-estrutura etc.), norteada por direcionadores (regras de negócio, legislação, controles, valores) com o objetivo de transformar (agregar valor) insumos (matéria-prima, informação, etc) em produtos e serviços. De forma mais simples temos: Entradas, Recursos, Direcionadores, Transformação e Saídas.




É precisamente nessas dimensões que o BPM atua para a melhoria contínua do processo de negócio.

Entradas

Os insumos devem estar disponíveis na medida e no momento certo para alimentar o  processo.

Recursos Habilitadores

Os profissionais, na proporção adequada, devem ter conhecimento, habilidade e atitude (CHA) para lidar com o processo;  ter disponíveis a infra-estrutura e tecnologia adequadas (sistemas, hardware, software) para atuar corretamente na transformação do processo.

Direcionadores de Negócio

As atividades desenvolvidas no processo de negócio obedecem a uma série de regras, legislações, controles, valores. Esses direcionadores devem estar sempre atualizados, evitando regras e legislações caducas, controles mal construídos, mal comunicados, demasiados ou escassos.

Transformação

A análise do fluxo de atividades do processo deve verificar se há gargalos, atividades que não agregam valor, excessivos handoffs (passagem de bastão), retrabalhos, duplicidade de responsabilidades, muitos contatos com o cliente, oportunidade de automação.

Saídas

O produto ou serviço deve ser entregue dentro do prazo e cumprir as expectativas do cliente, buscando-se minimizar a variabilidade e defeitos.

Analisadas as dimensões do processo de negócio, utilizando-se as técnicas e boas práticas do BPM, os ganhos serão surpreendentes, principalmente quando se trata de Serviço Público.

Semana que vem veremos como o BPM pode ajudar na luta contra um mal que assola nosso país: a Corrupção. Ate lá!

terça-feira, 27 de maio de 2014

Otimização da Produtividade

O modelo de otimização da produtividade estabelece uma relação entre a demanda por serviços e a produtividade das pessoas na execução das atividades, permitindo alcançar a melhor relação custo/benefício.

O diagrama apresentado no artigo anterior Acordos de Nível Operacional apresenta uma visão geral do comportamento do sistema por meio da Dinâmica de Sistemas. Existe também uma visão micro que pode ser observada pela Modelagem Baseada em Agentes. 

O modelo (fig. 1) simula o ambiente organizacional permitindo a distribuição das pessoas nas áreas da empresa (representadas pelos retângulos). O quadrado na cor verde representa as demandas atendidas e a cor vermelha representa as não atendidas.

Figura 1 – Modelo de otimização da produtividade

A relação entre demanda e produtividade pode ser impactada pela Teoria das Filas, que vem sendo amplamente utilizada em planejamento operacional. 

O sistema de filas consiste em um conjunto de demandas, com profissionais para atendê-las e uma ordem pela qual as demandas chegam e são atendidas. As filas são formadas por linhas de espera quando o sistema não tiver capacidade suficiente para suprir a demanda. 

Um dos fatores determinantes na operação do sistema é a estrutura da fila, pois cada caso exige um estudo analítico diferente. A ordem dos atendimentos segue a ordem de chegada, tendo-se a estrutura FIFO (primeiro a entrar, primeiro a sair) ou a estrutura LIFO (último a entrar, primeiro a sair).

Outro fator importante é o comportamento do sistema em relação ao canal de atendimento. A demanda pode ser distribuída aleatoriamente ou de acordo com o modelo da figura 2, que estabelece critérios para a qualificação da demanda, tais como complexidade e prioridade. 

Assim, a demanda pode ser distribuída para um profissional que tenha o conhecimento necessário para lidar com essa complexidade e a criticidade exigida para atender a prioridade estabelecida. 

A simulação pode ser efetuada ajustando-se os controles de produtividade máxima e taxa de crescimento da demanda. Há também um botão que liga-desliga a otimização para comparar o resultado de ambas situações, analisando a distribuição de demandas da fila. 

Figura 2 – Interação do agente com o ambiente

O modelo (versão completa em inglês utilizando NetLogo) pode ser acessado em: 

Por meio da técnica de Analise de Sensibilidade é possível fazer diversas simulações, a fim de explorar o comportamento do sistema e sua adequação na solução do problema. Desta forma, identificam-se padrões de comportamento de variáveis chave e os impactos relevantes nas mudanças das políticas.

A ideia é fazer diversas simulações até que se obtenha a melhor relação custo x benefício (fig. 3). Com valores dos parâmetros obtidos constata-se que existe uma relação ótima entre produtividade e demanda. E que, a partir de um determinado ponto, há um desperdício de recursos, pois o impacto do aumento na produtividade passa a ser insignificante, face ao custo elevado do recurso.

Figura 3 – Gráfico do melhor custo x benefício

Algumas instruções sobre a simulação do modelo no vídeo: Otimização da Produtividade

No próximo artigo abordaremos a Evolução dos Empregados.


Autores: Guttenberg Ferreira Passos e Ilan Chamovitz
Edição: Maristela Bretas

segunda-feira, 26 de maio de 2014

II Seminário Brasileiro de Contabilidade Aplicada ao Setor Público - SBCASP ocorre neste mês de maio

Na postagem passada abordamos a taxonomia XBRL e suas aplicações. Nesta semana, abordo sobre o segundo seminário de contabilidade pública que ocorreu na semana passada via vídeo streaming livre.

Este evento foi promovido em parceria entre o Serpro e a Secretaria do Tesouro Nacional e tem como objetivo aperfeiçoar e gerar conhecimentos relativos à convergência das boas práticas contábeis, por meio de discussão das normas e procedimentos contábeis aplicados às unidades federativas, propiciando maior capacitação dos gestores públicos.

Além de contabilistas em geral, o seminário é voltado para os servidores públicos que militam nos setores contabilidade, orçamento e estatísticas fiscais, em todas as esferas de governo - federal, estadual e municipal.

Este intercâmbio sobre a governança pública ocorreu nos dias 19, 20 e 21 de maio. Para assistir não paga nada, basta clicar aqui.
 
É importante salientar que a palestra poderia ser acompanhada ao vivo nestes dias e estará disponível na íntegra para baixar.

É de fundamental importância obter este conhecimento, pois o dicionário de dados do SICONFI é lastreado no MBCASP - Manual Brasileiro de Contabilidade Aplicado ao Setor Público. Como foi abordado na semana anterior, este sistema será o primeiro a utilizar a taxonomia XBRL.


Até a próxima,

Desafios são importantes para a Comunidade Áreas de Integração, reconhecimento também.


A Comunidade, que surgiu do diagnóstico realizado pelos coordenadores dos cinco segmentos da Arquitetura e-Ping de Interoperabilidade, identificando a necessidade de ampliar a discussão sobre o uso dos padrões, teve sua criação em 2013 com a página do Facebook.

Já naquele momento se vislumbrava a possibilidade de evolução da iniciativa e, considerando o monitoramento realizado pelos administradores da página, as discussões mantidas com os coordenadores dos Subgrupos de Trabalho (SGT) e os resultados da pesquisa aplicada junto aos seus aproximadamente 1.200 "curtidores", apresentou-se como premente a necessidade de criar um canal para publicação de artigos. E assim o Blog Comunidade Áreas de Integração ganhou forma.

A Comunidade conquista, a cada dia, tanto pela página quanto pelo blog, novos leitores em diversas regiões do Brasil e também no Chile, Argentina, Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Reino Unido, Bolívia, Índia, Angola, Suíça, Espanha, Venezuela, Canadá e Cabo Verde.

É intenso o trabalho para todos os envolvidos, seja na pesquisa dos assuntos que serão pulicados, na criação dos artigos ou na articulação entre as diversas páginas, blogs, sites e redes das quais participam, sempre focados no compartilhamento e na expansão do conhecimento, no envolvimento da sociedade e na disponibilização de melhores serviços.

Isto faz surgir novos desafios a cada dia, e também novos parceiros a todo momento. Iniciamos hoje o projeto de divulgação da Comunidade nos portais dos Órgãos Públicos, começando pelo Portal do SERPRO e, a partir desse novo desavio e do novo parceiro, seguimos em nosso foco de ampliar a discussão sobre o uso dos padrões.

Parabéns a todos os participantes da Comunidade Áreas de Integração, que esperamos ver refletidos na matéria publicada pelo SERPRO.

Processos contextuais

Amigos do blog, acabo de reler - após mais de 10 anos -, o ótimo livro "O Último Teorema de Fermat", de Simon Singh. Conta a fascinante história de um homem atrás de seu sonho de criança: provar a correção de um dos maiores mistérios da história da Matemática.

Lembro-me de tomar conhecimento do teorema pelo livro que usávamos nas aulas de Cálculo I - ao fim de cada capítulo o autor apresentava alguma curiosidade matemática e o caso de Fermat era peculiar: o "Príncipe dos Matemáticos" rascunhara nas páginas de uma edição de "Aritmética", de Diofanto, uma pequena nota em que afirmava de
"ter uma demonstração verdadeiramente maravilhosa para essa proposição, para a qual esta margem se mostra muito pequena". A proposição em questão era a de não haver solução para a equação x^n+y^n=z^n \,\! , para qualquer n inteiro maior que 2.

Tal prova nunca foi encontrada e somente em 1994 - mais de 350 anos após a nota de Fermat - o matemático Andrew Wiles conseguiu demonstrar sua veracidade. A dúvida que permanece até hoje é: teria Fermat realmente uma prova correta para o problema ou ele teria cometido algum equívoco?

Quando penso no Último Teorema de Fermat faço uma correlação com nossos problemas cotidianos de gerenciamento de processos. O valor a ser gerado tanto por Fermat - em 1637 - quanto por Wiles (na década de 1990) era o mesmo e estava muito bem caracterizado. Porém, os insumos, as referências e as infraestruturas disponíveis para cada um deles eram totalmente distintas. Fermat possuía o conhecimento científico e social de um homem do século XVII, ao passo que Wiles usou descobertas matemáticas e instrumentais inacessíveis para o francês. Admitindo-se que Fermat não tenha cometido qualquer erro em sua descoberta (ou seja, que ele tivesse realmente uma prova genial para a resolução do problema), é certo que os processos de geração do resultado - valor - usados por Fermat e por Wiles são profundamente diferentes. Tivesse um gestor moderno que decidir quanto a qual dos caminhos a ser usado em uma aplicação, provavelmente se basearia em características associadas à qualidade dos processos,tais como tempo, inovação, custos e outras.

Ou talvez considerasse a perspectiva histórica e aceitasse a possibilidade das duas abordagens co-existindo, respeitando o contexto a envolver os dois (brilhantes) matemáticos.

Nos próximos posts iremos explorar mais a questão contextual na geração dos processos e de seus resultados, ressaltando a flexibilidade e a robustez decorrentes de termos várias formas de atingirmos os mesmos objetivos - até lá!



sexta-feira, 23 de maio de 2014

Padrões de Metadados Geográficos Digitais: Modelo ISO 19115:2003 e Modelo FGDC

Metadados geográficos são um conjunto de informações que descrevem os dados geográficos. Os arquivos de  metadados são utilizados para a identificação da informação geográfica, sua distribuição e auxilio na avaliação de sua  qualidade. 

O artigo de Prado et al. (2010)  compara o padrão de metadados geográficos ISO 19115:2003 (International  Organization of Standards) com o padrão do Comitê Americano de Informação Geográfica (FGDC), padrões amplamente utilizados para a elaboração de metadados geográficos. São exemplificados o uso dos padrões e a implementação de metadados. 


FGDC Metadata Workbook - Version 2.0


Leia toda a discussão aqui.

Fonte:
PRADO, B. R.; HAYAKAWA, E. H.; BERTANI, T. C.; SILVA, G. B. S.; PEREIRA, G.; SHIMABUKURO, Y. E. Padrões para metadados geográficos digitais: modelo ISO 19115:2003 e modelo FGDC. Revista Brasileira de Cartografia, v. 62, n. 1, p. 33-41, 2010. DOAJ Directory of Open Access Journals Free. Disponível em: http://goo.gl/N1dzSi

quinta-feira, 22 de maio de 2014

BPM Global Trends

Olá, amigos da Comunidade Áreas de Integração.


Atrasei em alguns dias a publicação de um novo assunto, mas a parte boa disso é que acabo de receber um e-mail da organização do próximo BPM Global Trends, evento realizado regularmente pela seção brasileira da ABPMP (Association of Business Process Management Professionals) e que tem como objetivo compartilhar casos consagrados, melhores práticas e inovações em gestão de processos.



Sua próxima edição ocorrerá em Brasília, nas dependências da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio - CNTC -, nos dias 15 e 16 de setembro de 2014. Segundo a programação do evento, o primeiro dia será reservado a palestras de convidados nacionais e internacionais e, no segundo dia, haverá a realização de workshops temáticos, com 90 minutos de duração. A ideia é que tais workshops tenham um foco principal no debate e na construção pelos seus participantes, com uma parte expositiva inicial (conteúdo teórico e apresentação de casos práticos e/ou estudos experimentais) seguida de dinâmicas em grupos que facilitem a discussão e a proposição.



Os seguintes temas deverão ser abordados nos workshops:



* Integração de Ferramentas de Gestão para a Transformação de um Serviço Público - Deborah Aroxa

O Papel de BPM na Construção de Modelos de Referência e Boas Práticas - Davison Ferreira 
* Design Thinking for BPMNicir Chaves
* Núcleo de Gestão Integrada: Escritórios de Processos, Projetos e Estratégia - Vanice Ferreira
Gestão de Processos Voltada a Resultados - Bruno Palvarini
Indicadores de Produtividade e Eficiência no Processo Decisório de Alocação de Recursos - Janaína Silva
* Reflexão Estratégica por meio da Arquitetura de Processos - Alexandre Guimarães
* Lean BPMAlberto Wajzenberg

Na oficina que coordenarei iremos abordar questões conceituais e práticas que auxiliam na gestão voltada para resultados como, por exemplo, identificação e caracterização de valores nos processos, ciclos de gestão de processos, a importância da fase de emulação e geração das cadeias de valor a partir dos resultados finais.

A programação do Global Trends está disponível em http://www.bpmglobaltrends.com.br/programacao-gp/.

Espero sua presença e, até lá, vamos continuando nossa troca de experiências.

Um grande abraço!




Arquitetura Corporativa e Interoperabilidade - A Camada de Estratégia

Olá leitores da Comunidade Áreas de Integração!

No primeiro artigo dessa série, que trata de Arquitetura Corporativa e Interoperabilidade, foi proposto um Modelo de Conteúdo para Arquitetura Corporativa, seguido de uma abordagem sobre a relação entre Arquitetura Corporativa, Arquitetura Orientada a Serviços e Interoperabilidade.  No artigo seguinte foi detalhada a Camada de Negócios e, em nosso artigo de hoje, abordaremos a Camada de Estratégia.

Para cumprir bem sua função, como em todas as organizações, os órgãos públicos devem possuir os recursos adequados e o capital humano necessário de modo a atuar com eficiência, eficácia e efetividade em benefício da sociedade. A esse conjunto de necessidades nos referimos como “Capacidade”.

A elaboração de um plano estratégico tem como objetivo principal fornecer direcionamento comum a ser seguido por toda a organização, identificando responsabilidades, garantindo alinhamento e oferecendo meios para medição do sucesso da estratégia de modo focado, visando o alcance dos objetivos institucionais e a maximização dos resultados. As capacidades requeridas das organizações são diretamente derivadas do plano estratégico corporativo e visam satisfazer suas metas, objetivos e estratégias.

Frequentemente, o Plano Estratégico é materializado por meio do cumprimento das iniciativas estratégicas, que podem ser definidas como o conjunto de ações necessárias ao alcance dos objetivos estratégicos e ao preenchimento das lacunas de desempenho, existentes entre o desempenho atual e as metas futuras. Frequentemente as iniciativas estratégicas são agrupadas em projetos e programas, enfim, ações de caráter estratégico.

A Camada de Estratégia do Modelo de Conteúdo proposto tem como objetivo refletir um conjunto de entidades que permitem que os principais aspectos relacionados aos fundamentos de negócio e as entidades estratégicas da organização sejam capturados, armazenados, filtrados, representados e consultados de forma a suportar a consistência, a integridade e a rastreabilidade dessas entidades.

Assim, essa camada pode conter as informações relacionadas a:

  • Missão, Estratégias e Táticas;
  • Visão, Metas e Objetivos;
  • Influências, Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças;
  • Princípios e Métricas;
  • Políticas e Regras de Negócio.

A figura a seguir ilustra as relações cruciais entre planejamento baseado em capacidade, arquitetura corporativa e gestão de portfólio / projeto. Do lado esquerdo, a gestão de capacidade está alinhada com a arquitetura corporativa. Do lado direito, a arquitetura corporativa está associada à gestão de portfólios e projetos. 


Em uma arquitetura corporativa, um Bloco de Construção (BC) é um pacote de funcionalidades definidas e entregues para atender às necessidades de negócios em uma organização. Os BCs correspondem às entidades definidas no Modelo de Conteúdo (como Ator, Serviços, Edificações, Aplicativos ou Entidades de Dados).

Em um primeiro momento, podemos acreditar que a Camada de Estratégia não tem muita relevância quando falamos de interoperabilidade. Entretanto, os direcionamentos estratégicos do governo federal podem afetar, de forma comum, vários órgãos de governo. O Planejamento Estratégico de determinado órgão pode depender ou influenciar no planejamento de outro órgão. Numa visão de arquitetura corporativa e, principalmente, para uma boa governança, é importante que essas inter-relações estejam visíveis.

Neste artigo vimos como a Arquitetura Corporativa trata os desdobramentos entre o Planejamento Estratégico, passando pela obtenção das capacidades requeridas a serem entregues pela Gestão de Projetos e Portfólios. No próximo artigo, trataremos da Camada de Projetos.

Deixe suas dúvidas, sugestões e comentários e até a próxima!

terça-feira, 20 de maio de 2014

Acordos de Nível Operacional

O Processo de Gerenciamento de Níveis de Serviços é responsável por garantir a qualidade dos serviços entregues aos clientes. Ele integra as disciplinas do ITIL (Information Technology Infrastructure Library), conjunto de boas práticas a serem aplicadas na infraestrutura, operação e manutenção de serviços de tecnologia da informação.

Para tanto, torna-se necessária a confecção dos Acordos de Nível Operacional – OLA (fig. 1), continuação do Modelo de Responsabilidade Organizacional apresentado no artigo anterior Identifique a força de trabalho adequada.
Figura 1 – Acordo de Nível Operacional - OLA

Os acordos são firmados entre uma área executora principal (que cuida de um determinado serviço para o cliente), e uma secundária, cuja responsabilidade é fornecer serviço internamente e acompanhar o cumprimento das metas de ambas as partes.

Os OLAs integram o diagrama da figura 2 estabelecendo condições para que as pessoas, distribuídas nas áreas da organização, possam executar as atividades necessárias à entrega dos serviços aos clientes e à gestão e suporte ao negócio.

Figura 2 – Diagrama das Atividades x OLAs

Uma visão macro de todo o processo pode ser descrita como segue:

=> Caderno de Serviços => Acordo de Nível de Serviço (SLA) com os clientes => Torres de Serviços => Áreas Executoras Principais e Áreas Executoras Secundárias => Acordo de Nível Operacional (OLA) => CA com fornecedores.

Da perspectiva de Sistemas Complexos o processo pode ser visualizado através do diagrama da figura 13. Identifica-se para cada OLA sua Área Executora Principal à direita e sua Área Executora Secundária à esquerda. Podem-se identificar, também, quais serviços estão relacionados à respectiva Área, bem como, sua hierarquia no organograma da Empresa.

A ferramenta Vensim foi utilizada para implementação do diagrama permitindo a criação de diversas visões contendo: o Caderno de Serviços, o Caderno de Suporte ao negócio, o Organograma empresa, os OLAs; as áreas de desenvolvimento de sistemas e produção com seus respectivos relacionamentos (fig. 3).

A ferramenta permite escolher uma variável e visualizar os relacionamentos que chegam até ela ou os relacionamentos que saem dela (no sentido oposto).
 
 
 Figura 3 – Diagrama de relacionamento das áreas 

Para algumas dicas sobre a utilização da ferramenta acessem o vídeo: Acordos de Nível Operacional

Autores: Guttenberg Ferreira Passos e Ilan Chamovitz
Edição: Maristela Bretas

Desperdício: Quem paga essa conta?




Sempre ouvimos que o Brasil é o país do futuro.  Existe uma crença de que vamos conseguir transformar nosso país em uma nação grandiosa com índices de qualidade de vida razoáveis, com menos pobreza e violência, mais saúde e educação. Mas o que fazemos efetivamente hoje para conseguirmos chegar neste patamar?

Segundo recente publicação do Correio Braziliense, o Brasil joga no lixo  cerca de 1 trilhão de reais todo ano. A cada 100 reais produzidos 25 evaporam por conta da incompetência, da burocracia, da ineficiência e da corrupção. Uma quantia do tamanho do PIB da Argentina.

A carga tributária brasileira é uma das maiores do mundo e a segunda na América Latina (somente perdendo recentemente para a Argentina), chegando a inacreditáveis 36,3% do Produto Interno Bruto. Não há espaço para aumentar impostos para serem investidos em infraestrutura, educação, transporte, saúde etc. 

O Jornal Nacional, em uma série de reportagens especiais neste mês, mostrou como o nível da educação, falta de transporte de qualidade e ambiente de negócios, prejudicam produtividade de trabalhadores brasileiros.  Empresa de Consultoria com sede em Nova York que mede produtividade no mundo inteiro mostra que dentre 122 países pesquisados, o Brasil aparece em 81º. “Um trabalhador americano produz em um dia o que o brasileiro leva quase seis para fazer”, revela a reportagem.

O recurso mais importante, o humano, é mal preparado para ingressar no mercado de trabalho, fazendo com que as organizações invistam aqui no Brasil 4 vezes mais tempo em treinamento que nos Estados Unidos.

O somatório dessa pesada carga tributária, ineficiência, burocracia, falta de infraestrutura, corrupção e altos juros, é o que chamamos de Custo Brasil. Segundo a FIESP o Custo Brasil é  38% a mais em relação a países emergentes e 30%  a mais quando comparado a países desenvolvidos.

Para ficar em um exemplo mais gritante, da produção de alimentos até o consumo, o desperdício deixa o seguinte rastro: 10% é perdido no plantio e colheita, 50% no transporte e manuseio, 30% nas centrais de distribuição, 30% nos supermercados e domicílios (fonte EBC). 

Nossa população envelhece. Antes uma nação “jovem” com plena força de trabalho, momento em que deveríamos ter aproveitado essa juventude para alavancar a economia, atualmente vemos uma população envelhecendo, com maior expectativa de vida, despreparada para viabilizar um “segundo emprego” e que vai onerar a previdência social. Conta paga pelo conjunto da sociedade.

Não temos tempo a perder. Se quisermos hoje ter esperanças naquele Brasil próspero, rico e avançado, necessitamos não de mudanças e sim de REVOLUÇÕES de produtividade. Não podemos mais nos dar ao “luxo” do desperdício e da ineficiência, pois nós sabemos quem afinal paga essa conta.

O Serviço Público deve resgatar sua função primordial e de fato servir à sociedade, valorizando os recursos orçamentários, fazendo muito mais com muito menos, desonerando as contas públicas, prestando um serviço de qualidade e viabilizando um ambiente favorável para a economia, diminuindo a burocracia e a carga tributária.

A iniciativa privada, por seu turno, deve reinventar seus ambientes de negócio, se adaptar a um mundo muito mais competitivo, colocar a eficiência e produtividade como pauta permanente e a eficácia como foco principal.  

Na semana que vem entenderemos como o BPM pode ajudar o Brasil nesta luta por um país melhor. Até lá!


Expandindo o XBRL para outras informações corporativas

Na 26ª Conferência Internacional de XBRL, ocorrida na Irlanda em 2013, foi apresentada uma iniciativa que permite o uso do XBRL em outras situações, além de seu uso tradicional para relatórios financeiros e contábeis.

Trata-se de um framework para troca e compartilhamento de informações sobre Governança, Risco, e Conformidade (compliance), chamado GRC-XML, mantido pela Open Compliance and Ethics Group (OCEG), e que é baseado no padrão XBRL.

GRC (Governança, Risco, e Conformidade) é um termo que está sendo utilizado para se referir à abordagem que uma organização utiliza para atuar em cada uma destas áreas. Por exemplo: atividades de governança corporativa, gestão de riscos empresariais, controle interno, e conformidade com as leis e regulamentações aplicáveis.

O GRC-XML pode ser utilizado dentro de uma organização para auxiliar na avaliação dos riscos e controles internos. Como se trata de um padrão, fica facilitada a automação, o que traz a grande vantagem da monitoração e auditoria contínua.

O GRC-XML também pode ser útil para auditores externos à organização, que terão acesso aos dados de uma forma padronizada, agilizando as atividades de auditoria.

Esta tecnologia também facilita a emissão de relatórios para entidades externas à organização, principalmente aquelas interessadas em acompanhar os riscos da organização, bem como sua adequação às leis e regulamentações aplicáveis ao setor de atuação.

Para maiores detalhes sobre o uso do XBRL com GRC, veja a apresentação feita na conferência.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Gestores Públicos de Geoinformação - Experiências de sucesso no Brasil e América Latina

Hoje, governos estão buscando soluções para harmonizar grandes quantidades de informações (Big Data), bases de dados 3D, novas demandas dos cidadãos, mapeamento colaborativo, interoperabilidade, entre outras novidades que impactam na administração pública. 
No dia 7 de maio ocorreu em São Paulo o MundoGeo#Connect Latin America 2014, um dos mais importantes eventos de geotecnologias da América Latina e que contou com um seminário dedicado aos "Gestores Públicos da Geoinformação". Conheça as experiências de sucesso do Uruguai, Peru, Colômbia, México e Brasil, além da opinião de executivos de algumas empresas globais do setor.

Mediadora: Valéria Oliveira Henrique de Araújo | IBGE / GGIM:Américas
Gerenciamento da Informação Geográfica
• Moema Augusto | Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – Brasil
• Mónica Aguayo | Instituto Nacional de Estatística e Geografia / GGIM:Américas - México 
• Trevor Taylor | Consórcio Geoespacial Aberto – Canadá 

Soluções Geoespaciais Inteligentes para Governo
• Brett Michelson | BlackBridge – Alemanha 
• Mladen Stojic | Hexagon Geospatial – Suécia
• Lena Halounová | ISPRS – República Checa 

Infraestruturas Nacionais e Estaduais de Dados Espaciais: como integrá-las?
• Denis de Moura Soares | Ministério do Planejamento/Concar – Brasil
• Arlete Ohata | Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo – Brasil 

Geoinformação para a Tomada de Decisão
• Adam Hill| Blue Marble Geographics – Estados Unidos 
• Fabio Andreotti | Google – Brasil

Geoinformação para a Tomada de Decisão
Painel Programa GeoSUR, a Rede Geoespacial da América Latina e Caribe
Experiências exitosas na implementação de infraestruturas de dados espaciais nas Américas
Mediador: Santiago Borrero | Ex-Secretário Geral do IPGH e Assessor do GeoSUR - Colômbia
• Eric van Praag | Coordenador do Programa GeoSUR – Venezuela
Contribuição efetiva para o desenvolvimento da Infraestrutura de Dados Espaciais na América Latina 
• Rigoberto Ovidio Magaña Chavarria | Presidente (E) do IPGH e Diretor do IGCN – El Salvador
Projeto de Integração de Dados Geoespaciais para Centroamérica (Projeto Ganhador do Prêmio GeoSUR 2012) 
• Alejandro Coca | CIAT – Colômbia
Iniciativa Terra-i (Projeto Ganhador do Prêmio GeoSUR 2013) 
• Alexander Montero Pérez | Responsável pelo Portal de Serviços do Geoservidor MINAM – Peru
Implementação do GeoServidor MINAM-Peru” (Projeto Ganhador do Prêmio GeoSUR 2012) 

IDEs, Padrões e Dados Livres
• Germán Iglesias Peralta | Presidência da República/IDE – Uruguai 
• Alvaro Anguix | CEO, Associação gvSIG – Espanha
Geomática livre e soberania tecnológica, alternativa necessária à dependência